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Significado do nome:

Virabhadra: Nome de um guerreiro; Postura do Guerreiro Virabhadra;

 

Essa postura foi assim chamada por causa de um guerreiro chamado Virabadra, cuja história é contada no épico Kumarasambhava. Uma pratica regular desse ásana ajuda a desenvolver força e resistência. As etapas da postura exercitam os membros e o tronco vigorosamente, reduzindo a rigidez do pescoço e dos ombros. E também torna os joelhos e articulações do quadril mais flexíveis.

CONFIRA A LENDA CONTADA PELO MESTRE IYENGAR

Certa feita, Daksha celebrou um sacrifício, mas não convidou sua filha Sati nem seu marido Shiva, chefe dos deuses. Sati, porém, foi ao sacrifício, mas tendo sido humilhada e insultada, lançou-se ao fogo e morreu. Quando Shiva soube do fato, sentiu-se profundamente ultrajado, arrancou um fio de cabelo de um de seus cachos e lançou-o no chão. Surgiu um poderoso herói chamado Virabhadra, que ficou esperando suas ordens. Ele foi incubido de liderar o exercito de Shiva contra Daksha e destruir seu sacrifício. Virabhadra e seu exercito apareceram em meio à reunião de Daksha como um furacão e destruíram seu sacrifício, afugentaram os outros deuses, sacerdotes e decapitaram Daksha. Shiva, condoído por Sati, retirou-se para Kailas e mergulhou em meditação. Sati renasceu como Uma, na casa de Himalaia. Ela procurou conquistar novamente o coração de Shiva e conseguiu. A história e contada por Kalidasa em seu grande poema “Kumara sambhava” (“O nascimento do Condestável”). Este ásana é dedicada ao poderoso herói criado por Shiva com o fio de seu cabelo.

 

TÉCNICA – IYENGAR

 

  1. Coloque-se em tadasana.
  2. Erga os braços acima da cabeça. Estique-se e junte as palmas das mãos.
  3.  Inspire profundamente e, com um salto (ou dê um passo grande para trás), afaste as pernas a 1,50 metros ou mais, se possível.
  4.  Expire lentamente, gire o pé direito 90 graus para o lado direito e o pé esquerdo levemente para a direita, flexione a perna direita à altura do joelho até que a coxa e a perna fiquem em ângulo reto e a coxa direita paralela ao chão. O joelho dobrado não deve se estender além do tornozelo, mas ficar na mesma linha do calcanhar.
  5. estenda a perna esquerda e firme o joelho.
  6. o rosto, o tórax e o joelho direito devem estar alinhados com o pé direito. Erga a cabeça, estique a coluna do cóccix a cabeça e olhe para as palmas unidas acima da cabeça.
  7. mantenha a posição por 20 ou 30 segundos respirando normalmente.
  8. repita para o lado esquerdo.
  9. expire e salte de volta à tadasana.

 

Obs.: Todas as posições de pé são forçadas, em particular esta. Não devem ser tentadas por pessoas de coração fraco. Mesmo as pessoas medianamente fortes não devem ficar muito tempo nesse asana.

DICAS PARA AUMENTAR A CONSCIÊNCIA DENTRO DA POSTURA

–  Afaste os ombros e as escápulas, uma da outra. Inspire e sinta a expansão da caixa torácica.

– Ative uddhyana bandha.

– Para aumentar a concentração, fixe o olhar nos polegares unidos.

 

FOCO ANATÔMICO

Pernas, quadril, parte superior do peito/costas.

 

BENEFÍCIOS

– Melhora a capacidade respiratória pela expansão do tórax;

– Ajuda no tratamento de desvios de discos;

– Reduz a gordura em torno do quadril;

– Alivia as dores na região lombar;

– Desenvolve flexibilidade dos quadris e cria estabilidade pélvica.

– Tonifica órgãos abdominais.

– Aumenta o vigor geral do corpo.

– Desenvolve força, resistência, habilidade, equilíbrio, agilidade e robustez.

– Melhora a artrite dos ombros e da lombar.

– Fortalece as pernas, principalmente tornozelos e coxas.

– Fortalece os ombros, braços e costas.

 

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS

– Ciática;

– Lombalgia;

 

VARIAÇÕES

A posição das mãos e/ou dos braços podem variar, de acordo com cada caso. Em geral, a postura completa ajuda a flexibilidade dos ombros e braços, mas pessoas com enrijecimento dessas áreas pode sentir dificuldade em fazer a postura completa, sendo viável, então, as variações.

 

CONTRA-INDICAÇÕES E CUIDADOS

Não indicado para cardíacos, hipertensos, portadores de palpitações, cardialgia, diarréia ou disenteria.

Mulheres com menorragia e metrorragia também devem evitar esse ásana.

Praticantes com problemas no pescoço devem manter a cabeça alinhada com a coluna.

Pessoas muito obesas.

 

TRABALHO MENTAL E ENERGÉTICO

– Trabalha a coragem, a auto-estima, sendo ideal para pessoas tímidas e introvertidas.

– Aumenta a agilidade mental.

– Ensina a encarar a vida de frente, comum coração aberto e honesto.

– Energização do Múladhara Chakra e do Anáhata.virabadrasana-1-2web

Considerada a “Bíblia” hindu, a Bhagavad Gita é o shastra principal que rege as nossas vidas, o modelo arquetípico perfeito para a condução de um ideal de vida elevado.

A versão que eu sigo é de Ramananda Prasad, meu Guru Siksha, que é não sectária, puro deleite para nosso intelecto. Logo em breve vou disponibilizar um curso introdutório dos primeiros capítulos, conforme me guiou Swami Krishnapriyananda. Por hoje, ficamos com a introdução da Gita de Ramananda Prasad.

INTRODUÇÃO

O Gita é uma doutrina sobre a verdade universal. Sua mensagem é universal, sublime e não-sectária, embora ele seja uma parte da trindade escritural do Sanathana Dharma, normalmente conhecido como Hinduísmo. O Gita é muito fácil de ser entendido em qualquer linguagem para uma mente madura. Uma leitura repetida com fé irá revelar todas as idéias sublimes que ele contém. Poucos são os aspectos abstrusos, intercalados aqui e ali, mas estes não possuem influência no problema prático do tema central do Gira. O Gita trata da mais sagrada ciência metafísica. Ele transmite o conhecimento do Ser e responde a duas questões universais: Quem sou eu, e como eu posso conduzir uma vida pacífica e feliz neste mundo de dualidades. Ele é um livro de Yoga, de crescimento moral e espiritual, para a humanidade baseado nos princípios cardeais da religião Hindu.

A mensagem do Gita chegou até a humanidade por causa da má vontade de Arjuna, para cumprir para com o seu dever de guerreiro, uma vez que luta envolve destruição e morte. Não violência ou Ahimsa é o mais fundamental dos princípios do Hinduísmo. Toda a vida, humana ou não humana, são sagradas. Este imortal discurso entre o Senhor Supremo, Krishna, e Seu devoto, Arjuna, ocorreu não num templo, numa floresta reclusa, ou no alto de uma montanha, mas num campo de batalha, nas vésperas da guerra, e está escrito no grande épico Mahaabharata. No Gita, o Senhor Krishna avisa Arjuna para erguer-se e lutar. Isto, provavelmente, gera um mal-entendido do princípio do Ahimsa, se o fundo da guerra do Mahabharata não estiver na mente. Portanto, uma breve descrição histórica está em ordem.

Nos tempos antigos houve um rei com dois filhos, Dhritarashtra e Pandu. O mais velho nasceu cego, portanto, Pandu herdou o reino. Pandu teve cinco filhos. Eles foram chamados de Pandavas. Dhritarashtra teve cem filhos. Eles eram chamados de Kauravas. Duryodhana foi o primogênito dos Kauravas.

Após a morte do rei Pandu, os Pandavas tornaram-se os reis de direito. Duryodhana foi uma pessoa muito ciumenta. Ele também queria o reino. O reino foi dividido em duas metades entre os Pandavas e os Kauravas. Duryodhana não ficou satisfeito com a sua parte do reino. Ele queria o reino inteiro para si próprio. Ele, de modo mal sucedido, planejou vários crimes para matar os Pandavas e pegar o reino deles. Ilegalmente ele apoderou-se do reino inteiro dos Pandavas e recusou-se a devolver mesmo um acre da terra sem a guerra. Toda a mediação feita pelo Senhor Krishna, e pelos outros, falharam. A grande guerra do Mahaabharata foi assim inevitável. Os Pandavas foram participantes que não queriam a guerra. Eles tiveram apenas duas escolhas: lutar pelo seus direitos conforme a matéria da responsabilidade, ou fugir da guerra e aceitar a derrota em nome da paz e da não violência. Arjuna, um dos cinco irmãos Pandavas, encarou o dilema no meio do campo de batalha para lutar ou fugir da guerra pela segurança da paz.

O dilema de Arjuna é, na realidade, um dilema universal. Cada ser humano encara dilemas, grandes ou pequenos, em suas vidas diárias, quando realiza a suas obrigações. O dilema de Arjuna foi o mais importante de todos. Ele tinha que fazer uma escolha entre lutar a guerra e matar seus mais reverenciados gurus, seus mais queridos amigos, parentes próximos, e muitos guerreiros inocentes, ou fugir do campo de batalhas com o objetivo de preservar a paz e a não-violência. Os setecentos versos, inteiros, do Gita tratam de um discurso entre o Senhor Krishna e o confuso Arjuna, no campo de batalhas de Kurukshetra, local próximo a Nova Delhi, na Índia, cerca de 3.100 anos a.n.e. Este discurso foi narrado para o sábio rei Dhritarashtra pelo seu cocheiro Sanjaya, como uma testemunha ocular da guerra.
O objetivo principal do Gita é ajudar as pessoas  lutando na escuridão da ignorância  a cruzarem o oceano da reencarnação (nascimentos e mortes repetidas), para atingirem a costa espiritual da liberação enquanto viventes e atuantes na sociedade.

O ensinamento central do Gita é a obtenção da liberdade ou da alegria, pelo cativeiro da ação da vida de cada um. Sempre se lembrem da glória e da grandeza do criador e da ação eficiente de seus deveres, sem estar apegados ou afetados pelos seus resultados, mesmo que a obrigação demande, de vez em quando, na violência inevitável. Algumas pessoas negligenciam ou desistem de suas responsabilidades na vida pela segurança de uma vida espiritual enquanto outras desculpam-se a si mesmos de uma pratica espiritual porque elas crêem que ela não possuem tempo. A mensagem do Senhor é para purificar todo o processo da vida em si mesma. Não importa o que uma pessoa faz ou pensa deverá realizar pensando na glória e na satisfação do Criador. Nenhum esforço ou custo é necessário para este processo. Faça as suas obrigações como um serviço para o Senhor e humanidade, e veja um único Deus em tudo, num estado de espírito. É  necessário purificar o corpo, a mente e o intelecto, para conquistar um estado de espírito, disciplina pessoal, austeridade, penitência, boa conduta, serviço desapegado, práticas yóguicas, meditação, adoração, oração, rituais, e estudo das escrituras, assim como a companhia de pessoa santas, peregrinação, canto dos santos nomes do Senhor, e  auto-inquirição. Através do intelecto purificado deve-se estudar para abandonar a luxúria, a ira, a avareza, e estabelecer o controle sobre os seis sentidos (audição, tato, visão, gustação, olfato e mente). Deve-se sempre lembrar de que todos os trabalhos são feitos pela energia da natureza, e que ele o ela não são os agentes mas apenas um instrumento. Deve-se aspirar o máximo de excelência em todas as tarefas, mas mantendo-se a equanimidade no sucesso ou no fracasso, no ganho ou na perda, na dor ou no prazer.

A ignorância do conhecimento metafísico é para a humanidade um grande predicamento. Uma escritura, sendo a voz da transcendência, não pode ser traduzida. A linguagem é incapaz e as traduções são defeituosas para claramente transmitir o conhecimento do Absoluto. E nesta tradução, uma tentativa foi feita para manter o estilo mais próximo possível para a poesia original do Sânscrito, e com isso tornar fácil a leitura e o entendimento. Uma tentativa há sido feita para aprimorar a claridade pela adição de palavras ou frases, entre parênteses, na tradução dos versos. Um glossário e índice há sido incluído. Cento e trinta e três (133) versos chaves estão impressos em negrito para a comodidade dos iniciantes.  Nós sugerimos a todos os nossos leitores para refletirem, contemplarem, e agirem de acordo com estes versos. Os principiantes e os ocupados executivos poderão primeiro ler e entender o significado destes versos chaves antes de se aprofundarem no profundo oceano do conhecimento transcendental do Gita.

De acordo com as escrituras, não tem pecado, horrível que seja, que possa comover aquele que lê, pondera e pratica os ensinamentos do Gita; por mais que a água atinja a pétala do lótus (isso porque o lótus está por sobre o lodo; mesmo assim é belo e gracioso). O Senhor em Si mesmo, reside onde o Gita está, é lido, cantado ou ensinado. O Gita é conhecimento Supremo, e o som personificado do Eterno e Absoluto. Aquele que o lê, pondera, e pratica os ensinamentos do Gita com fé e devoção irá obter Moksha (ou Nirvana), pela graça de Deus.

Este livro é dedicado para todos os gurus de quem as bênçãos, graça e ensinamentos são inestimáveis. Ele é oferecido ao grande guru, Senhor Krishna, com amor e devoção. Que o Senhor aceite-o, e abençoe aqueles que repetidamente lerem-no com paz, felicidade, e o verdadeiro conhecimento do Ser.

OM TAT SAT


Quero dar início a uma série de artigos sobre grandes mestres – em especial aqueles que eu adimiro e/ou que sigo seus ensinamentos. Sim, são os meus mestres, àqueles que eu me ligo espiritualmente seja ao planejar ou para ministrar minhas aulas.

Tenho uma grande amiga que tem verdadeiro pavor da palavra “mestre”. Creio que ela pense que um mestre vai guiar cada passo da sua vida, o que implica um certo “controle”. Claro que se seu objetivo nesta vida for sair da roda do Samsára, ou seja, não encarnar mais neste mundo, ter um mestre que controle cada respiração sua é imprenscindível. Mas não é deste tipo de mestre que estou falando. Outro dia, numa conversa informal, perguntei à esta minha amiga: se você segue os ensinamentos de alguém o que você é? – E ela mesma respondeu: Discípulo! Pois bem. Estes mestres são àqueles que proveram conhecimentos poderosos, os quais eu sigo fielmente, e por isso os considero “meus mestres”.

Decidi começar por Krishnamacharya por dois motivos bem especiais: primeiro, ele é “o cara”, o maior e mais conhecido mestre de hatha yoga dos tempos modernos. Todos os mestres que temos referência de um trabalho bacana aprendeu yoga com Krishnamacharya: Desikachar, Iyengar, Pattabhi Jois, Indra Devi. O outro motivo, bem óbvio, é que estou lendo (pela terceira vez) o livro “Coração do Yoga”, de T.K.V. Desikachar, seu filho.

krishnamacharyacolorProvindo de Mysore, sul da Índia, Krishnamacharya não foi apenas um grande mestre de Yoga, mas um verdadeiro erudito das ciências védicas. Perito em sânscrito, viajou a Mãe Índia de Norte ao Sul, buscando conhecimento dos Dárshanas Yoga, Sámkhya, Mimansa, Vedanta, Nyaya, Vaisheshika. Ao se deparar com o grande poder curativo do Yoga, Krishnamacharya estudou também Ayurveda, o sistema de medicina védico.

É importante dizer que a tradição de Krishnamacharyajá vem de mestres ancestrais, como o famoso Nathamuni pertecente à tradição dos Natha, a origem do Hatha Yoga. Os ancestrais de Krishnamacharya eram tradicionalmente os conselheiros dos governantes. Conta Desikachar que naquela época, os conselheiros eram verdadeiros eruditos das ciências védicas e eram responsáveis por dizer o que era certo ou errado aos governantes.

O Yoga de Krishnamacharya é bem diferente do que hoje encontramos por aí. Krishnamacharya, adepto do Advaita Vedanta e devoto de Sri Krishna, acreditava que as pessoas não deveriam se adaptar ao yoga, mas a prática de Yoga é que deveria ser adaptada para as necessidades de cada pessoa. Não que, com isso, deveria somente dar aulas personalizadas e particulares, mas que deveríamos, isso sim, criar uma atmosfera na aula de Yoga onde cada pessoa pudesse encontrar seu próprio caminho no Yoga.

Sobre a cura com Yoga, Krishnamacharya também considerava a singularidade da pessoa, de acordo com sua constituição, como denota o Ayurveda. Para cada caso, um “remédio” diferente: às vezes um ásana, às vezes um pranayama, às vezes apenas uma oração, e ainda havia os casos em que ele recomendava que a pessoa parasse com sua prática  e logo a cura acontecia.

Então essa é a origem do Yoga que conhecemos: um Yoga curativo, personalizado, que atende às necessidades particulares e individuais, exercendo, assim, seu poder com maestria.

Namastê!

Namastê!

Pratique Yoga!

O Tridente de Shiva, chamado em sânscrito como Trishula, é a arma de Shiva com a qual Ele destrói a ignorância dos seres humanos. As três pontas representam as três qualidades (Gunas) da matéria: Inércia (Tamas), Movimento (Rajas) e Equilíbrio (Sattva). A busca do praticante começa em buscar Sattva e termina quando transcende todas as qualidades da matéria, quando, então, se atinge Moksha, a Libertação, que é objetivo final de toda prática verdadeiramente hindu.

dezembro 2017
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Hare Rama Krishna

Hari Om. Após o final da Dvápara Yuga, Sri Nárada Muní dirigiu-se pessoalmente ao Senhor Brahma, na ocasião do início da Kali Yuga -era das trevas - e perguntou-lhe: "óh! Bhagavan (mestre) como poderei na terra ser capaz de atravessar a Kali yuga?"
No que o Senhor Brahma lhe respondeu: "óh Sadhu, as Escrituras Sagradas mantém isso em segredo e oculto, e através do qual você vencerá o Samsára na Kali-Yuga; trata-se simplesmente do ato de reverenciar o nome do Senhor Primordial, Sri Narayana (Sri Krishna) através dos Santos Nomes.

O sábio Nárada mais uma vez perguntou: "Quais são esses nomes?, "no que Sri Brahma (Hyranyagarbha) respondeu-lhe: "Os Santos Nomes do Senhor, conforme dito nos Vedas, são:

Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare

Estes dezesseis nomes aniquilam os maus efeitos na Kali-Yuga, e não há meio melhores do que Eles, que possam ser vistos nos Srutis. Estes dezesseis nomes destróem a imobilidade do Jíva, rodeando-o com dezesseis raios (kalas). E tal qual a branca luz do sol dissipa as nuvens escuras, atuando como um círculo mágico protetor de todas as entidades vivas existentes, e assim desvelando o Parabrahman (o Absoluto).

Kalishantarana Upanishad

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Ganesha Shatakam Strotam – Mantra Védico para Ganesha

Narada disse:

Inclinando a cabeça, eu saúdo o Senhor removedor dos obstáculos, filho da divina Gauri; seu coração é a morada de todos seus devotos; medito, neste momento, em você, para que possam ser removidos todos os obstáculos ora no meu caminho.

Nomes de Ganesha através dos quais ele deve ser lembrado:

1 – Aquele que tem a tromba curva;

2 – Aquele que tem um dente;

3 – Aquele cujo veículo é um rato escuro;

4 – Aquele que tem a face de elefante;

5 – Aquele que tem um grande abdome;

6 – O grande;

7 – O rei dos obstáculos;

8 – Aquele que tem a cor escura;

9 – Aquele que tem a lua na testa;

10 – O removedor dos obstáculos;

11- O Senhor dos ganas, forças de Shiva;

12 – Aquele cuja forma é de elefante.

Ó Senhor, para aquelas pessoas que recitam os doze nomes três vezes ao dia (ao nascer do sol, ao meio dia e ao pôr-do-sol) que não haja medo de obstáculos e que tudo seja realizado.

Para aquele que deseja conhecimento, o conhecimento é adquirido. Para aquele que deseja riqueza, a riqueza é conquistada. Para aquele que deseja filhos, filhos serão alcançados. Para aquele que deseja libertação, os meios para ela serão encontrados.

Os versos de Ganesha devem se recitados durante seis meses, e o fruto será alcançado. Haverá sucesso no espaço de um ano, não há dúvida quanto a isso.

E tendo sido escrito, aquele que copiar os versos e distribuir a oito brahmanas conseguirá todos os conhecimentos, com as bençãos do Senhor Ganesha.

Assim, completam-se os versos encontrados no Shri Narada Purana ao Senhor Ganesha, para a destruição dos obstáculos.