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Significado do nome:

Virabhadra: Nome de um guerreiro; Postura do Guerreiro Virabhadra;

 

Essa postura foi assim chamada por causa de um guerreiro chamado Virabadra, cuja história é contada no épico Kumarasambhava. Uma pratica regular desse ásana ajuda a desenvolver força e resistência. As etapas da postura exercitam os membros e o tronco vigorosamente, reduzindo a rigidez do pescoço e dos ombros. E também torna os joelhos e articulações do quadril mais flexíveis.

CONFIRA A LENDA CONTADA PELO MESTRE IYENGAR

Certa feita, Daksha celebrou um sacrifício, mas não convidou sua filha Sati nem seu marido Shiva, chefe dos deuses. Sati, porém, foi ao sacrifício, mas tendo sido humilhada e insultada, lançou-se ao fogo e morreu. Quando Shiva soube do fato, sentiu-se profundamente ultrajado, arrancou um fio de cabelo de um de seus cachos e lançou-o no chão. Surgiu um poderoso herói chamado Virabhadra, que ficou esperando suas ordens. Ele foi incubido de liderar o exercito de Shiva contra Daksha e destruir seu sacrifício. Virabhadra e seu exercito apareceram em meio à reunião de Daksha como um furacão e destruíram seu sacrifício, afugentaram os outros deuses, sacerdotes e decapitaram Daksha. Shiva, condoído por Sati, retirou-se para Kailas e mergulhou em meditação. Sati renasceu como Uma, na casa de Himalaia. Ela procurou conquistar novamente o coração de Shiva e conseguiu. A história e contada por Kalidasa em seu grande poema “Kumara sambhava” (“O nascimento do Condestável”). Este ásana é dedicada ao poderoso herói criado por Shiva com o fio de seu cabelo.

 

TÉCNICA – IYENGAR

 

  1. Coloque-se em tadasana.
  2. Erga os braços acima da cabeça. Estique-se e junte as palmas das mãos.
  3.  Inspire profundamente e, com um salto (ou dê um passo grande para trás), afaste as pernas a 1,50 metros ou mais, se possível.
  4.  Expire lentamente, gire o pé direito 90 graus para o lado direito e o pé esquerdo levemente para a direita, flexione a perna direita à altura do joelho até que a coxa e a perna fiquem em ângulo reto e a coxa direita paralela ao chão. O joelho dobrado não deve se estender além do tornozelo, mas ficar na mesma linha do calcanhar.
  5. estenda a perna esquerda e firme o joelho.
  6. o rosto, o tórax e o joelho direito devem estar alinhados com o pé direito. Erga a cabeça, estique a coluna do cóccix a cabeça e olhe para as palmas unidas acima da cabeça.
  7. mantenha a posição por 20 ou 30 segundos respirando normalmente.
  8. repita para o lado esquerdo.
  9. expire e salte de volta à tadasana.

 

Obs.: Todas as posições de pé são forçadas, em particular esta. Não devem ser tentadas por pessoas de coração fraco. Mesmo as pessoas medianamente fortes não devem ficar muito tempo nesse asana.

DICAS PARA AUMENTAR A CONSCIÊNCIA DENTRO DA POSTURA

–  Afaste os ombros e as escápulas, uma da outra. Inspire e sinta a expansão da caixa torácica.

– Ative uddhyana bandha.

– Para aumentar a concentração, fixe o olhar nos polegares unidos.

 

FOCO ANATÔMICO

Pernas, quadril, parte superior do peito/costas.

 

BENEFÍCIOS

– Melhora a capacidade respiratória pela expansão do tórax;

– Ajuda no tratamento de desvios de discos;

– Reduz a gordura em torno do quadril;

– Alivia as dores na região lombar;

– Desenvolve flexibilidade dos quadris e cria estabilidade pélvica.

– Tonifica órgãos abdominais.

– Aumenta o vigor geral do corpo.

– Desenvolve força, resistência, habilidade, equilíbrio, agilidade e robustez.

– Melhora a artrite dos ombros e da lombar.

– Fortalece as pernas, principalmente tornozelos e coxas.

– Fortalece os ombros, braços e costas.

 

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS

– Ciática;

– Lombalgia;

 

VARIAÇÕES

A posição das mãos e/ou dos braços podem variar, de acordo com cada caso. Em geral, a postura completa ajuda a flexibilidade dos ombros e braços, mas pessoas com enrijecimento dessas áreas pode sentir dificuldade em fazer a postura completa, sendo viável, então, as variações.

 

CONTRA-INDICAÇÕES E CUIDADOS

Não indicado para cardíacos, hipertensos, portadores de palpitações, cardialgia, diarréia ou disenteria.

Mulheres com menorragia e metrorragia também devem evitar esse ásana.

Praticantes com problemas no pescoço devem manter a cabeça alinhada com a coluna.

Pessoas muito obesas.

 

TRABALHO MENTAL E ENERGÉTICO

– Trabalha a coragem, a auto-estima, sendo ideal para pessoas tímidas e introvertidas.

– Aumenta a agilidade mental.

– Ensina a encarar a vida de frente, comum coração aberto e honesto.

– Energização do Múladhara Chakra e do Anáhata.virabadrasana-1-2web

Significado do nome:
Tala ou Thala: Palmeira; Postura da Palmeira

TÉCNICA
De Tadásana, faça uma inspiração ao mesmo tempo em que eleva os braços lateralmente, também subindo na ponta dos pés. Talásana configura uma posição de equilíbrio.
A versão em que não se sobe na ponta dos pés é chamado urdhva hastasana, a postura das mãos para cima, a posição deixa de ser de equilíbrio.
Em ambos os casos podem-se tanto fazer a permanência como manter a posição somente com um kumbhaka com os pulmões devidamente cheios. Neste último caso, ao manter a retenção do ar, procure contrair o esfíncter do ânus e as nádegas, o que aumenta o foco na energização do Múládhára Chakra.

FOCO ANATÔMICO
Talásana:
– Tornozelos, pés, panturrilhas, braços, axilas, ombros e barriga.
Urdhva Hastasana:
– Ombros, axilas, braços e barriga;

BENEFÍCIOS
– Aumento da capacidade respiratória;
– Fortalecimento de pés, tornozelos e pernas;
– Alongamento total do corpo em Talásana, ajuda o relaxamento;
– Urdhva Hastásana prioriza o alongamento da coluna dorsal;

APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS
– Fatiga;
– Asma;
– Indigestão;
– Melhora o estado psicossomático;
– Alivia ansiedade leve;
– Talásana, por trabalhar o equilíbrio, pode ser indicada para labirintite;

POSTURAS PREPARATÓRIAS
– Pavana Muktásana;
– Tadásana;
– Urdhva Hastásana;
– Uttanásana;

ACESSÓRIOS E PROPS
Mantenha o equilíbrio na ponta dos pés e adicione um bloco entre as mãos no alto da cabeça, aumentando o trabalho dos braços (maior ativação do Anáhata Chakra);

CONTRA-INDICAÇÕES E CUIDADOS
– Evite ficar com os braços levantados em casos de lesões nos ombros ou pescoço.
– Varizes avançadas;

TRABALHO MENTAL E ENERGÉTICO
Induz a pessoa ao seu próprio conhecimento interno;
Acaba com a timidez;
Em Talásana, soma-se o equilíbrio psicossomático;
Ativa Múládhára Chakra e Anáhata; energização do Múládhára Chakra e, ao elevar os braços, do Anáhata Chakra, porém o foco está no primeiro. Pode-se acrescentar a contração do esfíncter anal, enfatizando a energização do primeiro chakra.

talasana

A respiração é essencial, pois “levamos a vida do tamanho de nossa Respiração”. Corresponde ao primeiro ato vital do ser humano, o qual vai estar presente durante toda a sua vida. Ao ser cortado o cordão umbilical, o ser humano entra em contato com o mundo através da respiração. É a forma de sentir os outros e o ambiente. Sempre que quisermos sentir menos, respiramos menos, aumentando as tensões e as couraças musculares.

Alexander Lowen (1972), pai da bioenergética diz que “A respiração guarda o segredo da vida….Na respiração nós participamos inconscientemente da Vida Maior…a respiração é um processo de expansão e contracção que envolve todo o corpo e é, ao mesmo tempo, consciente e inconsciente.” (pg. 44). È esta fronteira entre o consciente e o inconsciente em que a respiração se situa que também nos permite dar esse mergulho para dentro de nós mesmos através da simples observação do seu constante fluir, uma importante técnica de meditação que faz parte de várias escolas espirituais.

Os adultos, em especial, apresentam padrões desorganizados de respiração devido às tensões musculares crônicas, que distorcem e limitam a respiração. O foco da Bioenergética é ajudar o indivíduo a perceber e liberar suas próprias tensões,  que o impedem de respirar normalmente. É através da respiração que conseguimos o oxigênio para manter aceso o fogo do nosso metabolismo. Mais oxigênio produz mais energia.

Aliando a respiração ao movimento, é possível reduzir ou eliminar as tensões musculares, melhorando o contato sensorial e emocional com o mundo externo.

Lowen expõe em seu livro “Exercícios de Bioenergética”, que o padrão da respiração relaxada é como se fosse uma onda que flui de baixo para cima na inspiração e de cima para baixo na expiração (isso justifica alguns exercícios). Desse modo, a respiração é uma ação de todo o corpo, sendo que toda musculatura está envolvida em algum grau.

Por abafar fortes sensações de gritar e chorar, a garganta se torna comprometida na respiração. Durante a inspiração, as cavidades largas do corpo (abdômen, tórax, garganta e boca) se expandem para sugar o ar, e em um grande número de pessoas se percebe o fato da garganta estar contraída, limitando severamente a respiração. Desse modo, a respiração também se vincula a voz. Por isso, no trabalho bioenergético também utiliza-se exercícios de emitir sons.

Existem dois mandamentos no trabalho bioenergético da respiração:

1º à Nunca prender a respiração. O indivíduo deve estar consciente de quando o faz. 2ºà Emita sons sempre que achar os exercícios muito fortes. Emitir sons diminui tanto a pressão quanto a dor.

Os exercícios respiratórios Bioenergéticos são realizados com os seguintes propósitos: purificar o corpo de toxinas; remover o estresse e as emoções negativas que criam enfermidades psicossomáticas; revitalizar o sistema respiratório; melhorar a circulação e tensão arterial; potencializar o cérebro; fortalecer o sistema imunológico; liberar a tensão do corpo e da mente.

 

EXERCICIOS RESPIRATÓRIOS BIOENERGÉTICOS

 

1-      Respiração Purificadora

Serve, precisamente, para liberar o corpo das toxinas. Do ponto de vista fisiológico, 70% das toxinas no nosso corpo se eliminam através da respiração. Portanto, uma respiração superficial deixa uma enorme quantidade de resíduos no nosso organismo que, com o tempo, vão debilitando, envelhecendo e abrem portas a todo tipo de doenças.

Por outro lado, uma baixa quantidade de oxigênio em nosso sangue tende a desequilibrar nosso sistema nervoso. A maioria das pessoas utilizam cerca de !0% da capacidade total pulmonar, o que explica a saúde frágil e a tendência maior ao estresse.

Para este mal, a Bioenergética indica a Respiração Purificadora, também conhecida como Respiração de Poder nas escolas de yoga tibetano, tal é a efetividade de seus benefícios, e então o nome não deixa de ser sumamente descritivo.

A técnica consiste no pranayama de numero 6, Manasika Pranayama, explicado anteriormente.

 

2 – Respiração Removedora

Como diz o próprio nome, esta respiração tem o poder de remover resíduos energéticos e também se encaixa como uma técnica variante de Manasika Pranayama.

Ao inalar, visualize um fluxo de luz entrar através de seus pés. Este fluxo de energia limpa, elimina toda energia negativa, estresse, ansiedade, bem como qualquer emoção suprimido. Aproxime esta energia em qualquer área do corpo em particular, se necessário. Ao exalar, visualize que toda esta energia agora está definitivamente renovada, transmutada, reconfigurada.

 

 

1 – Respiração imperceptível (Tamas pránáyáma)

A técnica consiste em inspirar tão lentamente que não se consiga perceber o mínimo movimento respiratório; e então, se retem o ar por alguns segundos e expirar tão lentamente que seja imperceptível.

 

2 – Respiração dinâmica (Rajas pránáyáma)

Esta configura uma repiração bioenergética. Inspirar elevando os braços até a altura dos ombros e então retenha o ar fechando firmemente as mãos e movimentando vigorosamente os braços, flexionando-os e estendendo-os, trazendo as mãos até aos ombros e voltando a estendê-los várias vezes antes de expirar; expirar lentamente, baixando os braços simultaneamente.

 

3 – Respiração abdominal  (Adhama pránáyáma).

Inspirar projetando o abdômen para fora, procurando encher a parte baixa dos pulmões; pause a respiração por poucos segundos e então expire retraindo o abdômen, procurando esvaziar tanto quanto possível os pulmões, especialmente a parte baixa.

Muitos estudos indicam que, de fato a respiração abdominal produz um estado de relaxamento que, com o tempo pode, mesmo acabar por reduzir significativamente a tensão alta e os estados de ansiedade.

A respiração abdominal é usada muitas vezes em psicoterapia para combater estados de ansiedade e ataques de pânico. No ínicio de um ataque de pânico, por exemplo, se formos capazes de fazer algumas respirações abdominais o mais provável é que todos os outros sintomas acabem por não chegar a aparecer e que o ataque acabe mesmo por não ser desencadeado.

Este exercício promove um massageamento nos órgãos abdominais, melhorando o seu funcionamento. Elimina a ansiedade e aumenta a força de vontade, a concentração e a vivacidade mental. Feita sem esforço, revitaliza e predispõe a pessoa a uma atitude aberta e receptiva, tendendo a aceitar a realidade tal como é.

 

4 –Respiração do sopro rápido (Bhastriká)

Inspirar e expirar bem rápido e forte pelas duas narinas, produzindo um ruído alto como o de um fole. O ritmo ideal é o de inspirar e expirar em apenas um segundo (um segundo para os dois movimentos), trazendo uma movimentação abdominal igualmente forte, sendo que na inspiração deve-se projetar o abdômen a frente e na expiração, recolhe-se o abdômen, contraindo-o. Entretanto, para conseguir chegar neste ponto, deve-se praticar o exercício concentrando-se no movimento e na coordenação desta com a respiração,  executando-o mais lentamente para não perder o ritmo.

Este exercício deu origem à respiração holotrópica terapia que utiliza esta respiração rápida, provocando uma hiperventilação que, juntamente com outros estímulos e com a repetição deste padrão respiratório durante algum tempo, acaba por produzir uma alteração dos estados psicológicos que leva ao desbloquear de certas memórias e emoções reprimidas. A este assunto dedicaremos um capítulo especial.

 

5 –– Respiração completa (Rája pránáyáma)

Devido a uma série de fatores, a maioria das pessoas mantém um padrão respiratório superficial e inadequado. Como vimos em bioenergética isso pode acontecer devido a um bloqueio crônico na musculatura que rege a respiração. Ou acontece de, simplesmente, a pessoa não ter consciência que sua respiração é falha ou deficiente. A respiração, quando tem seu padrão muito curto, indica falta de contato com o mundo interior e seus acontecimentos. Ao passo que, ao sugerir ao paciente que mantenha um padrão respiratório satisfatório, pode favorecer seu contato com emoções reprimidas e com o mundo interior.

Inspirar projetando o abdômen para fora, em seguida, as costelas para os lados e finalmente, dilatando a parte mais alta do tórax e expirar, soltando o ar primeiramente da parte alta, depois da parte média e finalmente da parte baixa dos pulmões.

Efeitos: Aumento considerável da capacidade pulmonar, da resistência e do tônus geral do organismo, desintoxicação e oxigenação celular, revitalização, rejuvenescimento e tonificação. No aspecto psíquico, outorga ao praticante receptividade, atitude aberta em relação ao mundo que o rodeia, expansão total de si, concentração, entrega, felicidade. Aumentando a elasticidade da estrutura ósseo-muscular, o prána kriyá dissolve tensões somatizadas na região abdominal, nos ombros e no pescoço.

 

6 – Respiração completa com mentalização (Manasika pránáyáma)

A técnica, em si, consiste em coordenar a respiração e manter um padrão de visualização.  Inspire lentamente e imagine com nitidez uma forte luz dourada penetrando por suas narinas; retenha o ar nos pulmões, visualizando esta energia sendo absorvida pelos alvéolos, penetrando na corrente sangüínea e sendo depositada em cada célula, revitalizando-as. Ao expirar, mentalize seu corpo irradiante como o sol.

A “cor” da luz pode ser modificada de acordo com os benefícios específicos que se deseja alcançar, aliando, assim, o poder da cromoterapia. Deu um modo geral, esta especificação pode mudar, mas a essência delas são:

Vermelho: aumenta a energia vital (fogo)

Rosa: amor

Laranja: também é estimulante, estando sua ação mais ligada à alegria e libido

Amarelo: desenvolve a criatividade, purifica o sistema

Verde: cura

Azul: acalma e equilibra

Violeta: tem relação com o karma

Dourado: exulta a energia do sol

Prateado: exulta a energia da lua

Um aspecto importante é que o grau de consciência que colocamos na nossa respiração, determina a natureza de nossas manifestações corporais e mentais. É através da respiração que a energia se acumula, circula e irradia para os muitos aspectos do nosso Ser. Aliando esta fato à mentalização ativa de absorção e acúmulo de energia, os resultados são ainda maiores, ainda que o paciente não acredite no poder da técnica. A mudança energética existe e é real.

 

7 – Respiração alternada sem ritmo (Nádí shôdhana pránáyáma)

a) Colocar as mãos em jñána mudrá;

b) obstruir a narina direita com o dedo médio da mão direita em jñána mudrá26;

c) inspirar pela narina esquerda (respiração completa);

d) reter o ar o maior tempo possível, sem exagero, confortavelmente;

e) trocar a narina em atividade, obstruindo agora a narina esquerda, sempre com as mãos em jñána mudrá e utilizando a mesma mão para obstruir a narina;

f) expirar pela narina direita;

g) continuar o pránáyáma, inspirando pela narina direita e assim sucessivamente.

Obs.: Note que a narina em atividade é alternada sempre que os pulmões estão cheios e jamais quando estão vazios. Há outros mudrás que podem ser utilizados para obstruir as narinas e cada escola tem preferência por um deles.

 

8 – Fisioterapia Respiratória

É um bom meio de ampliar, aos poucos, a capacidade respiratória do individuo, ao mesmo tempo que torna este consciente de seu processo respiratório, além de oferecer algum controle, o que no inicio pode ser muito favorável.

A técnica consiste em inspirar e reter a respiração várias vezes, até que os pulmões estejam completamente cheios. É, portanto, uma inspiração realizada pausadamente. No expirar observe este mesmo processo, soltando e retendo, repetidas vezes. Procure conhecer os limites de ambos, inspiração e expiração.

Este exercício trás uma consciência aprofundada da respiração e do quanto que se pode respirar, “reter”. Muito indicado para quem não consegue respirar de forma profunda, podendo ser um preparatório para este. Lembramos sempre que tomar contato com a respiração é o primeiro passo para ter contato com as emoções mais internas.

Este é também um bom exercício para se trabalhar a couraça muscular. À medida em que crescemos, nós invariavelmente desenvolvemos padrões de tensão e contração da energia, que impedem o livre fluxo e a irradiação da energia para todos os níveis do nosso ser. Ficamos carentes de energia e vitalidade ao nível do corpo e da mente, de nossas relações com o mundo externo e os outros. Nos sentimos infelizes ansiosos e, na pior das hipóteses, perdemos até mesmo a capacidade de sentir. Sentimentos e energia estão estreitamente relacionados. Cada vez que nos sentimos ameaçados, restringimos a nossa respiração, e consequentemente as correntes de energia que nos permeiam, bloqueando e congelando sentimentos, tanto de dor quanto de prazer.

 

9 – Respiração circular

Exercício muito parecido com o Bhástrika, porém com nítidas diferenças. A respiração circular, como o próprio nome diz, se propõe a fazer a respiração circular, sem pausa entre inspiração e expiração ou expiração e inspiração. Entretanto, a  respiração circular se faz num ritmo suave, em circulação, e a ênfase da técnica está na consciência e atenção plena focada na respiração.

Essa forma de respirar cria um circúito forte de energia em fluxo, que se move no corpo e na mente. À medida em que esse fluxo se move com mais intensidade, a pessoa que respira começa a se tornar consciente de padrões específicos de contração, de energia bloqueada. Pelo fato desses padrões de contração estarem enraizados em experiências dolorosas, a consciência no aqui e agora pode trazer dor física e ou sentimentos.

O poder da respiração circular está no seguinte princípio: se a pessoa que respira, mantém a respiração, apesar de experiências de contração que possam emergir, o fluxo continuo de energia libera o padrão da contração, trazendo luz e expansão para onde havia densidade, suavizando e relaxando os pontos enrijecidos e dolorosos da experiência da pessoa, transformando as feridas emocionais em alegria radiante e amorosa. Isso permite “insights” e uma nova compreensão da experiência vivida, integrando-a numa nova forma.

A Respiração em Terapia

                                                           “O ar tece o Universo”

(Brihadáranyaka Upanishad, III:7.2)

 

“A respiração tece o homem”

(Atharva Veda X:2.13)

 

Respiração… um pouco de história

Em todas as culturas e em toda a história, a respiração foi considerada a mais importante das funções corporais do homem – era a cessão da respiração que determinava o momento da sua morte. O tempo de vida de um homem era medido do primeiro ao último suspiro. Há milênios a respiração é reconhecida como uma ponte entre o corpo e espírito, entre o inconsciente e o consciente. O uso da respiração como método de equilíbrio e cura tem uma longa historia.

De fato, respirar é a função mais básica da vida. E a primeira função de relação com o mundo externo ao útero. Não só reflete nossa condição física e psíquica, como também é um instrumento de organização de nossas relações com a vida.

Diferentes escolas desenvolveram técnicas de respiração nas escolas da China da Índia, Pérsia, Arábia, Egito, Grécia e Roma antigos – ligadas ou não aos seus sistemas de medicina. Atualmente são as escolas de respiração consciente tibetanas, chinesas e indianas que exercem influência marcante no ocidente.

As referências mais antigas sobre sua aplicação terapêutica vem da antiga literatura yoga.  Yoga é um dos caminhos de desenvolvimento psico-espiritual mais antigos que a humanidade já produziu. Existem textos de yoga com instruções sobre respiração que datam de mais de 4.000 anos. Pranayama, o nome genérico dado a essa forma de trabalho respiratório, é uma das principais linhas de yoga.

Pranayama é uma palavra formada da unção de outras duas: yama significa controle, domínio. Prana é a energia vital. Em geral, as pessoas traduzem pranayama como controle da respiração, mas podemos observar que se trata de algo muito maior que isso, pois o prana está presente em tudo o que tem movimento. Segundo algumas pesquisas e teorias recentes, o prana poderia estar vinculado à existência dos íons negativos, importantíssimos para o metabolismo dos organismos vivos. O controle do prana é o controle da energia vital e do seu metabolismo, que inclui a respiração, os batimentos cardíacos, a digestão, a circulação sangüínea, etc. Os principais meios de se absorver o prana são pelas narinas, pelos pulmões, pela língua e pela pele.  Então se diz que pranayama é o controle ou domínio da energia vital, ou bioenergia.

A mudança intencional do padrão de respiração é um meio para purificar os sentidos, tanto física como espiritualmente afim de desenvolver potencialidades. Também pode ser aplicada com objetivos médicos, como a cura, ou para fins espirituais, como meio de chegar a experiências transcendentes, bem como para entrar em contato com outras dimensões da realidade.

 

 

Através da respiração, a energia de sustentação da vida se expande”.

(citado por Elzi & Elzita, Do Yoga à Psicologia)

De acordo com a sistematização do Yoga de Patañjali, os Yoga-Sutras, o pranayama é o quarto passo, ou caminho (anga) para se atingir o estado final do Yoga. Geralmente é realizado com propósitos de purificação dos canais sutis (nadis) e também para acalmar a mente e prepará-la para estágios mais avançados do controle mental.

Uma outra corrente de sabedoria oriental que enfatiza práticas de respiração consciente para obter saúde e longevidade é o Taoismo. Também para o Budismo, a consciência na respiração é uma das instruções mais simples para realizar sua rica variedade de práticas espirituais. O Lama Govinda disse: “o processo da respiração, se profundamente compreendido e experimentado, pode nos ensinar mais que todas as filosofias existentes no planeta”.

As concepções ocidentais modernas sobre o valor terapêutico da respiração consciente foram redimensionadas pela Psicologia Corporal, em especial, Reich e Lowen, que foram os principais psicólogos a utilizarem técnicas respiratórias com objetivos psicoterapeuticos.

Nos estudos psicológicos, é possível notar uma estreita ligação entre respiração e emoção.  Aliás, o olfato é o único sentido cujos receptores ligam-se diretamente ao cérebro, sem precisar da intermediação de um nervo, o que por si só já demonstra a estreita ligação entre mente e fossas nasais. Na nossa vida cotidiana, isso é muito simples de se observar: basta que você perceba seu ritmo respiratório quando está numa situação de tensão e compara-la quando você deita-se na cama, de noite, para dormir. A diferença que se pode ver na velocidade da respiração indica que a expiração tem uma relação mais estreita com o estado emocional do que a inspiração. Também foi observado uma correlação entre o movimento diafragmático e as alterações do estado emocional. O movimento do diafragma é muito sensível a mudanças em situações, sugeridas ou imaginadas, capazes de provocar fortes reações emocionais, e que as variações nesse movimento estão diretamente relacionadas à quantidade de oxidação obtida a cada inspiração. Pesquisas científicas indicam que se o movimento diafragmático aumentar em todas as direções, a capacidade do tórax pode aumentar também, o que vai levar a um conseqüente aumento da capacidade vital. O movimento regular do diafragma estimula todo o plexo solar e estabiliza as funções mentais. Dessa forma, o ciclo respiratório também fica estável, com conseqüente estabilização e aperfeiçoamento da condição física e mental.

Um dos pioneiros na investigação da misteriosa relação existente entre a respiração e as atividades mentais foi Wilhem Wundt (1832 – 1920), na Universidade de Leipzig, Alemanha, onde ele e seus pesquisadores puderam observar e constatar que quando o homem respira profundamente, aparece em sua corrente sangüínea uma substância chamada endorfina, e que esta substância afetava o córtex cerebral e ajuda o homem a esquecer e a eliminar da memória seus receios e pavores, atuando também consistente e eficazmente para controlar e regular vários órgãos. Em conseqüência disso, verificou-se que a endorfina era eficaz na manutenção do conforto físico e mental.

Com as práticas de pranayama, o indivíduo têm alivio em sua ansiedade, e a respiração, tornando-se conscientemente mais profunda, pode penetrar com maior eficiência no sistema celular do corpo. De um modo geral, esse programa de exercícios respiratórios desenvolvido no Oriente visa acelerar o fornecimento de oxigênio e eliminar do sistema o dióxido de carbono.

Seu modelo de respiração profunda destina-se a elevar ao máximo a capacidade vital mediante a expansão e contração dos pulmões. Este método estimula por inteiro o sistema nervoso, e tem por fim facilitar os reflexos do sistema nervoso aos estímulos produzidos pelo processo respiratório. Esses exercícios visam controlar o equilíbrio entre o sistema nervoso simpático e parassimpático, submeter as funções estimuladoras e inibidoras de vários hormônios ao controle estrito do sistema nervoso e sensibilizar os nervos periféricos. Desse modo, as funções fisiológicas das diversas partes do corpo são fortalecidas e os vários sistemas do corpo são restaurados à sua condição normal. Como são estimulados, os nervos periféricos produzem um grande número de neurônios, incentivando o funcionamento de vários órgãos internos e melhora seu poder de resistência às bactérias patológicas.

“Assim como os leões, elefantes e tigres são domados

lenta e cautelosamente, o Prana deve ser controlado

lentamente. De outro modo, isso matará o praticante.”

(Sandilya Upanishad, I)

 

As práticas de pranayama, assim como todas as técnicas de yoga, devem ser ministradas em gradação proporcional às capacidades e limitações de cada indivíduo. Os benefícios são imensos, como já citados, melhora na circulação sangüínea de todo o corpo, facilitando os processos digestivos e de eliminação, reduzindo o acúmulo de toxinas e aumentando a imunidade.

Aspectos energéticos ou prânicos da respiração

A respiração é a maneira mais utilizada para nutrirmos nossos corpos energéticamente. Controlando voluntariamente a respiração, ritmando-a, aprofundando-a, dirigindo-a, polarizando-a, o homem vai obtendo acessos a seus diferentes níveis: psíquico, fisiológico, prânico, podendo integra-los em seu proveito.

 

No processo de Pranayama existem três fases distintas: inspiração, retenção, expiração, sendo que a retenção pode ser feita de duas maneiras distintas, sendo com ou sem ar. Sri Shankara define belamente este processo:

  1. O esvaziamento da mente de toda a ilusão é a verdadeira expiração.
  2. A percepção “Eu sou Divino” é a verdadeira inspiração.
  3. A constante firmeza da mente nesta convicção é a retenção.

Para praticar Pranayama basta ter um par de pulmões, uma coluna ereta e a mente alerta e tranqüila.  Os recursos que necessita são todos seus, e suas potencialidades estão aí, adormecidas.

No contexto terapêutico, muitos exercícios de Pranayama podem e devem ser utilizados para potencializar as diversas técnicas da Transpessoal.

Há muito tempo atrás, li o livro famoso de Peter Kelder, intitulado “A Fonte da Juventude”. Numa historinha bem bacana, ele conta que um tal Coronel Bradford teria vivido no Tibet no início do século XX e lá, junto aos monges, descobriu o poder de 5 exercícios simples que o fez perder a barriga e escurecer os cabelos: os exercícios eram a verdadeira  fonte da juventude.

É dito que os movimentos dos 5 ritos estimulam os chakras, ou vértices de energia distribuídos pelo corpo, e com isso, tonificam e equilibram todo o sistema glandular através da contração e alongamento. Melhoram, pois, o tônus muscular e desenvolvem, aos poucos, a elasticidade, lubrificam as articulações e aumentam a flexibilidade. Quando praticada diariamente, a sequência aumenta a força física e mental, criando um estado de consciência alerta e tranqüilo ao mesmo tempo. Ainda é dito que os ritos aliviam o estresse nervoso, melhora a respiração e a digestão, beneficia o sistema cardiovascular e conduz a um profundo relaxamento e bem-estar.

Que eu saiba, ainda não há comprovações científicas sobre a eficácia da técnica sobre o rejuvenescimento. Mas, analisando a cinesiologia dos exercícios é possível observar que eles atuam sobre as glândulas, o que deve promover  um equilíbrio energético e, consequentemente físico e emocional. Você pode facilmente perceber os benefícios destas práticas no seu dia-a-dia, pois é muito fácil incorporar os ritos na rotina, tomando-lhe apenas alguns minutos.

O livro sugere que comecemos com a repetição de 7 vezes para cada exercício. Aumentando semanalmente, de 7 em 7 até chegar a 21 repetições.

Lá pela segunda parte do livro (que é pequenininho e dá pra ler pelo computador mesmo), Kelder ensina um sexto rito, capaz de transformar um homem num super-homem e uma mulher numa super-mulher. Os termos não são meus!! São dele mesmo! De fato ele ensina um antigo exercício de Yoga para concentrar mais energia dentro do corpo, chamado uddhyana bandha. Trata de tirar todo o ar do corpo e puxar o ventre para dentro e para cima, mantendo-se sem ar o quanto pode. ATENÇÃO, pratique com moderação, lembre-se que, como diz os Upanishads:

“Assim como os leões, elefantes e tigres são domados gradualmente, de igual maneira domina-se a respiração. De outro modo (procedendo com pressa ou empregando força excessiva), mata-se o praticante” (Sandilya Upanishad, 1)

Vou passar abaixo os links dos Ebooks dos dois livros de Kelder, para quem quiser se aprofundar.

Peço paciência aos leitores em relação aos outros link do blog: aos poucos to arrumando tudo ok!!

 

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Obs.: Se você vai praticar sem ler as instruções do livro esteja atento com RITO 1 – gira-se em sentido horário; Em todos os demais ritos: há movimentação intensa da cabeça, pressionando e alongando a garganta. É conveniente, entretanto, ler ATENTAMENTE as instruções do livro 1.

 

Peter Kelder – A Fonte da Juventude I

Peter Kelder – A Fonte da Juventude II

Confiram e depois me digam se deu certo! 😉

Considerada a “Bíblia” hindu, a Bhagavad Gita é o shastra principal que rege as nossas vidas, o modelo arquetípico perfeito para a condução de um ideal de vida elevado.

A versão que eu sigo é de Ramananda Prasad, meu Guru Siksha, que é não sectária, puro deleite para nosso intelecto. Logo em breve vou disponibilizar um curso introdutório dos primeiros capítulos, conforme me guiou Swami Krishnapriyananda. Por hoje, ficamos com a introdução da Gita de Ramananda Prasad.

INTRODUÇÃO

O Gita é uma doutrina sobre a verdade universal. Sua mensagem é universal, sublime e não-sectária, embora ele seja uma parte da trindade escritural do Sanathana Dharma, normalmente conhecido como Hinduísmo. O Gita é muito fácil de ser entendido em qualquer linguagem para uma mente madura. Uma leitura repetida com fé irá revelar todas as idéias sublimes que ele contém. Poucos são os aspectos abstrusos, intercalados aqui e ali, mas estes não possuem influência no problema prático do tema central do Gira. O Gita trata da mais sagrada ciência metafísica. Ele transmite o conhecimento do Ser e responde a duas questões universais: Quem sou eu, e como eu posso conduzir uma vida pacífica e feliz neste mundo de dualidades. Ele é um livro de Yoga, de crescimento moral e espiritual, para a humanidade baseado nos princípios cardeais da religião Hindu.

A mensagem do Gita chegou até a humanidade por causa da má vontade de Arjuna, para cumprir para com o seu dever de guerreiro, uma vez que luta envolve destruição e morte. Não violência ou Ahimsa é o mais fundamental dos princípios do Hinduísmo. Toda a vida, humana ou não humana, são sagradas. Este imortal discurso entre o Senhor Supremo, Krishna, e Seu devoto, Arjuna, ocorreu não num templo, numa floresta reclusa, ou no alto de uma montanha, mas num campo de batalha, nas vésperas da guerra, e está escrito no grande épico Mahaabharata. No Gita, o Senhor Krishna avisa Arjuna para erguer-se e lutar. Isto, provavelmente, gera um mal-entendido do princípio do Ahimsa, se o fundo da guerra do Mahabharata não estiver na mente. Portanto, uma breve descrição histórica está em ordem.

Nos tempos antigos houve um rei com dois filhos, Dhritarashtra e Pandu. O mais velho nasceu cego, portanto, Pandu herdou o reino. Pandu teve cinco filhos. Eles foram chamados de Pandavas. Dhritarashtra teve cem filhos. Eles eram chamados de Kauravas. Duryodhana foi o primogênito dos Kauravas.

Após a morte do rei Pandu, os Pandavas tornaram-se os reis de direito. Duryodhana foi uma pessoa muito ciumenta. Ele também queria o reino. O reino foi dividido em duas metades entre os Pandavas e os Kauravas. Duryodhana não ficou satisfeito com a sua parte do reino. Ele queria o reino inteiro para si próprio. Ele, de modo mal sucedido, planejou vários crimes para matar os Pandavas e pegar o reino deles. Ilegalmente ele apoderou-se do reino inteiro dos Pandavas e recusou-se a devolver mesmo um acre da terra sem a guerra. Toda a mediação feita pelo Senhor Krishna, e pelos outros, falharam. A grande guerra do Mahaabharata foi assim inevitável. Os Pandavas foram participantes que não queriam a guerra. Eles tiveram apenas duas escolhas: lutar pelo seus direitos conforme a matéria da responsabilidade, ou fugir da guerra e aceitar a derrota em nome da paz e da não violência. Arjuna, um dos cinco irmãos Pandavas, encarou o dilema no meio do campo de batalha para lutar ou fugir da guerra pela segurança da paz.

O dilema de Arjuna é, na realidade, um dilema universal. Cada ser humano encara dilemas, grandes ou pequenos, em suas vidas diárias, quando realiza a suas obrigações. O dilema de Arjuna foi o mais importante de todos. Ele tinha que fazer uma escolha entre lutar a guerra e matar seus mais reverenciados gurus, seus mais queridos amigos, parentes próximos, e muitos guerreiros inocentes, ou fugir do campo de batalhas com o objetivo de preservar a paz e a não-violência. Os setecentos versos, inteiros, do Gita tratam de um discurso entre o Senhor Krishna e o confuso Arjuna, no campo de batalhas de Kurukshetra, local próximo a Nova Delhi, na Índia, cerca de 3.100 anos a.n.e. Este discurso foi narrado para o sábio rei Dhritarashtra pelo seu cocheiro Sanjaya, como uma testemunha ocular da guerra.
O objetivo principal do Gita é ajudar as pessoas  lutando na escuridão da ignorância  a cruzarem o oceano da reencarnação (nascimentos e mortes repetidas), para atingirem a costa espiritual da liberação enquanto viventes e atuantes na sociedade.

O ensinamento central do Gita é a obtenção da liberdade ou da alegria, pelo cativeiro da ação da vida de cada um. Sempre se lembrem da glória e da grandeza do criador e da ação eficiente de seus deveres, sem estar apegados ou afetados pelos seus resultados, mesmo que a obrigação demande, de vez em quando, na violência inevitável. Algumas pessoas negligenciam ou desistem de suas responsabilidades na vida pela segurança de uma vida espiritual enquanto outras desculpam-se a si mesmos de uma pratica espiritual porque elas crêem que ela não possuem tempo. A mensagem do Senhor é para purificar todo o processo da vida em si mesma. Não importa o que uma pessoa faz ou pensa deverá realizar pensando na glória e na satisfação do Criador. Nenhum esforço ou custo é necessário para este processo. Faça as suas obrigações como um serviço para o Senhor e humanidade, e veja um único Deus em tudo, num estado de espírito. É  necessário purificar o corpo, a mente e o intelecto, para conquistar um estado de espírito, disciplina pessoal, austeridade, penitência, boa conduta, serviço desapegado, práticas yóguicas, meditação, adoração, oração, rituais, e estudo das escrituras, assim como a companhia de pessoa santas, peregrinação, canto dos santos nomes do Senhor, e  auto-inquirição. Através do intelecto purificado deve-se estudar para abandonar a luxúria, a ira, a avareza, e estabelecer o controle sobre os seis sentidos (audição, tato, visão, gustação, olfato e mente). Deve-se sempre lembrar de que todos os trabalhos são feitos pela energia da natureza, e que ele o ela não são os agentes mas apenas um instrumento. Deve-se aspirar o máximo de excelência em todas as tarefas, mas mantendo-se a equanimidade no sucesso ou no fracasso, no ganho ou na perda, na dor ou no prazer.

A ignorância do conhecimento metafísico é para a humanidade um grande predicamento. Uma escritura, sendo a voz da transcendência, não pode ser traduzida. A linguagem é incapaz e as traduções são defeituosas para claramente transmitir o conhecimento do Absoluto. E nesta tradução, uma tentativa foi feita para manter o estilo mais próximo possível para a poesia original do Sânscrito, e com isso tornar fácil a leitura e o entendimento. Uma tentativa há sido feita para aprimorar a claridade pela adição de palavras ou frases, entre parênteses, na tradução dos versos. Um glossário e índice há sido incluído. Cento e trinta e três (133) versos chaves estão impressos em negrito para a comodidade dos iniciantes.  Nós sugerimos a todos os nossos leitores para refletirem, contemplarem, e agirem de acordo com estes versos. Os principiantes e os ocupados executivos poderão primeiro ler e entender o significado destes versos chaves antes de se aprofundarem no profundo oceano do conhecimento transcendental do Gita.

De acordo com as escrituras, não tem pecado, horrível que seja, que possa comover aquele que lê, pondera e pratica os ensinamentos do Gita; por mais que a água atinja a pétala do lótus (isso porque o lótus está por sobre o lodo; mesmo assim é belo e gracioso). O Senhor em Si mesmo, reside onde o Gita está, é lido, cantado ou ensinado. O Gita é conhecimento Supremo, e o som personificado do Eterno e Absoluto. Aquele que o lê, pondera, e pratica os ensinamentos do Gita com fé e devoção irá obter Moksha (ou Nirvana), pela graça de Deus.

Este livro é dedicado para todos os gurus de quem as bênçãos, graça e ensinamentos são inestimáveis. Ele é oferecido ao grande guru, Senhor Krishna, com amor e devoção. Que o Senhor aceite-o, e abençoe aqueles que repetidamente lerem-no com paz, felicidade, e o verdadeiro conhecimento do Ser.

OM TAT SAT


A Arte da Meditação é um livro introdutório sobre a Meditação e seus benefícios. Ainda estou procurando o CD que acompanha este livro!

arte da medDaniel Goleman – A Arte da Meditação

Hari Om

Namastê!

Livrinho muito bom, eu gostei muito, bem básico, porém rico em informações, ótimo para quem está começando a meditar ou quem espera evoluir em suas práticas interiores.

David Fontana – Meditação Semana a Semana – 52 Exercícios

Trata-se se uma técnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente. À medida que a mente se aquieta – e permanece desperta –  você vai se beneficiar de um estado de consciência mais profundo e tranqüilo.

1. Antes de começar, encontre um local silencioso em que não vá ser pertubado.
2. Sente-se e feche os olhos.
3. Concentre-se na respiração, mas inspire e expire normalmente. Não tente controlar ou alterar a respiração deliberadamente. Apenas observe.
4. Ao observar a respiração, vai ver que ela muda. Haverá variações na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. Não tente provocar nenhuma alteração. Novamente, apenas observe.
5. Pode ser que você se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando atenção aos ruídos externos. Se isso acontecer, desvie a atenção para a respiração.
6. Se durante a meditação você perceber que está se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar atenção na respiração.
7. Pratique esta técnica durante quinze minutos. Ao final, mantenha os olhos fechados e permaneça relaxado por dois ou três minutos. Saia do estado de meditação gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina.
Sugiro a prática da meditação atenciosa duas vezes ao dia, de manhã e no final da tarde. Se estiver irritado ou agitado, pode praticá-la por alguns minutos no meio do dia para recuperar o eixo. Na prática da meditação você vai por uma de três experiências. Mas deve resistir à tentação de avaliar a experiência ou sua capacidade de seguir as instruções, porque as três reações são “corretas”.
Você pode se sentir entediado ou inquieto, e a mente vai se encher de pensamentos. Isso significa que emoções profundas estão sendo liberadas. Se relaxar e continuar a meditar, vai eliminar essas influências do corpo e da mente.
Você pode cair no sono. Se isso acontecer durante a meditação, é sinal de que você anda precisando de mais horas de descanso.
Você pode entrar no intervalo dos pensamentos… além do som e da respiração.
Se descansar o suficiente, mantiver a boa saúde e devotar-se todos os dias à meditação, você vai conseguir um contato significativo com o self. Vai poder se comunicar com a mente cósmica, a voz que fala sem palavras e que está sempre presente nos intervalos entre um pensamento e outro. Essa é a sua inteligência superior ilimitada., seu gênio supremo e verdadeiro, que, por sua vez, reflete a sabedoria do universo. Tudo estará a seu alcance se confiar na sabedoria interior.

shiva_meditandoOm Namah Shivaya!

Om Shanti

Pratique Yoga!

O Tridente de Shiva, chamado em sânscrito como Trishula, é a arma de Shiva com a qual Ele destrói a ignorância dos seres humanos. As três pontas representam as três qualidades (Gunas) da matéria: Inércia (Tamas), Movimento (Rajas) e Equilíbrio (Sattva). A busca do praticante começa em buscar Sattva e termina quando transcende todas as qualidades da matéria, quando, então, se atinge Moksha, a Libertação, que é objetivo final de toda prática verdadeiramente hindu.

agosto 2017
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Hare Rama Krishna

Hari Om. Após o final da Dvápara Yuga, Sri Nárada Muní dirigiu-se pessoalmente ao Senhor Brahma, na ocasião do início da Kali Yuga -era das trevas - e perguntou-lhe: "óh! Bhagavan (mestre) como poderei na terra ser capaz de atravessar a Kali yuga?"
No que o Senhor Brahma lhe respondeu: "óh Sadhu, as Escrituras Sagradas mantém isso em segredo e oculto, e através do qual você vencerá o Samsára na Kali-Yuga; trata-se simplesmente do ato de reverenciar o nome do Senhor Primordial, Sri Narayana (Sri Krishna) através dos Santos Nomes.

O sábio Nárada mais uma vez perguntou: "Quais são esses nomes?, "no que Sri Brahma (Hyranyagarbha) respondeu-lhe: "Os Santos Nomes do Senhor, conforme dito nos Vedas, são:

Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare

Estes dezesseis nomes aniquilam os maus efeitos na Kali-Yuga, e não há meio melhores do que Eles, que possam ser vistos nos Srutis. Estes dezesseis nomes destróem a imobilidade do Jíva, rodeando-o com dezesseis raios (kalas). E tal qual a branca luz do sol dissipa as nuvens escuras, atuando como um círculo mágico protetor de todas as entidades vivas existentes, e assim desvelando o Parabrahman (o Absoluto).

Kalishantarana Upanishad

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Ganesha Shatakam Strotam – Mantra Védico para Ganesha

Narada disse:

Inclinando a cabeça, eu saúdo o Senhor removedor dos obstáculos, filho da divina Gauri; seu coração é a morada de todos seus devotos; medito, neste momento, em você, para que possam ser removidos todos os obstáculos ora no meu caminho.

Nomes de Ganesha através dos quais ele deve ser lembrado:

1 – Aquele que tem a tromba curva;

2 – Aquele que tem um dente;

3 – Aquele cujo veículo é um rato escuro;

4 – Aquele que tem a face de elefante;

5 – Aquele que tem um grande abdome;

6 – O grande;

7 – O rei dos obstáculos;

8 – Aquele que tem a cor escura;

9 – Aquele que tem a lua na testa;

10 – O removedor dos obstáculos;

11- O Senhor dos ganas, forças de Shiva;

12 – Aquele cuja forma é de elefante.

Ó Senhor, para aquelas pessoas que recitam os doze nomes três vezes ao dia (ao nascer do sol, ao meio dia e ao pôr-do-sol) que não haja medo de obstáculos e que tudo seja realizado.

Para aquele que deseja conhecimento, o conhecimento é adquirido. Para aquele que deseja riqueza, a riqueza é conquistada. Para aquele que deseja filhos, filhos serão alcançados. Para aquele que deseja libertação, os meios para ela serão encontrados.

Os versos de Ganesha devem se recitados durante seis meses, e o fruto será alcançado. Haverá sucesso no espaço de um ano, não há dúvida quanto a isso.

E tendo sido escrito, aquele que copiar os versos e distribuir a oito brahmanas conseguirá todos os conhecimentos, com as bençãos do Senhor Ganesha.

Assim, completam-se os versos encontrados no Shri Narada Purana ao Senhor Ganesha, para a destruição dos obstáculos.