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A Arte da Meditação é um livro introdutório sobre a Meditação e seus benefícios. Ainda estou procurando o CD que acompanha este livro!

arte da medDaniel Goleman – A Arte da Meditação

shiva India

A palavra sânscrita “tantra” tem muitos significados e sentidos. Seu emprego é amplo e diversificado. Entre os tantos significados da palavra Tantra, encontramos: “parte principal’, “teia”, “urdidura”, “enroladura”, “corda”, “modelo”, “tipo”, “sistema”, “moldura”, “doutrina”, “regra”, “teoria”, “trabalho científico”, etc. etc. Mas no nosso presente entendimento Tantra é um dos três passos necessários para o desenvolvimento espiritual, tendo em vista Moksha ou liberação do Samsara (roda de nascimentos e mortes). Isso quer dizer que o Sadhaka ou praticante deverá seguir um conjunto de sistemas ou passos que o irá levar para a liberação do Samsara, ou liberação da roda de nascimentos e mortes.

Na atual era em que estamos vivendo o tempo de vida é muito curto, de tal modo que não há muito tempo para técnicas de meditação que possam liberar numa vida. Também, técnicas que somente praticam adoração externa ou Puja externo não são eficientes. Tampouco a ação sem ter em vista o resultado ou o fruto do resultado do Karma é totalmente possível. Por isso, foi dado para a humanidade o Tantra, que é uma atividade prática e perfeitamente possível, inteiramente plausível, aqui e agora, dependente unicamente do praticante.Há três passos que fundamentam qualquer Sadhana Bhakti, a saber: Mantra, Yantra e Tantra. Todos devem iniciar com Mantra, de modo a ter uma prática regular na vocalização de um Mantra fornecido pelo Guru. A primeira forma de se aproximar ou introduzir-se na fé do Sanatana Dharma é Mantra. Este Mantra é dado pelo Guru, e deve ser seguido conforme a orientação que for dada por ele. Em seguida, o Sadhaka terá que direcionar-se para uma forma ou Saguna de Brahman. Este processo é dado num Yantra, que é a simbologia que está contida nas diversar formas e nos atributos da Deidade, seja na forma de uma imagem de barro, madeira, pedra ou metal. Também é usual a representação no símbolo, numa forma de Mandala, ou desenho que tenho significado e reúna dos atributos da Deidade e Seus passatempos ou Lilas. Por fim, no complemento da realização e do Sadhana, como o processo final de alcançar Moksa, vem Tantra.

Todo e qualquer Sadhana que não contenha os três passos será, evidentemente, um Sadhana incompleto. Por conseguinte, na não realização e execução destes passos o Sadhaka ficará parado ou estagnado num determinado momento. Estes três passos, Mantra, Yantra e Tantra, são necessários, devendo ser realizados nesta ordem ou conjuntamente. Apesar de serem passos distintos, e conterem em si determinados elementos peculiares, a ajuda de um Guru ou mestre espiritual é fundamental. Eis porque os textos sempre salientam a importância do Guru, bem como as orientações que são dadas por Ele, tendo em vista alcançar o progresso espiritual necessário. O Guru é aquele com quem confidenciamos nossa mente, não tendo nenhuma restrição para com Ele. Tudo deve ser compartilhado com o Guru, segundo o humor, tempo, lugar e circunstâncias. É por isso que se diz que quando o discípulo está pronto o Guru aparece. Do mesmo modo, quando o Guru está pronto o discípulo aparece, porque há um humor em cada Guru, que atrai um determinado conjunto e humor ou Rasa de discípulos. Está é uma característica muito peculiar no Sanatana Dharma, razão pela qual não é possivel classificar ou reunir o conjunto de práticas religiosas dos milhares de Gurus e mestres, num compêndio canônico como ocorre na Igreja Católica, por exemplo. A diversidade, a característica pessoal e dinâmica do processo de devoção, dentro de uma escola, e de acordo com o Rasa de um Guru, é a principal diferença entre uma religião estruturada e uma fé fundamentada na Filosofia prática.Por tradição do Tantra há três humores, Rasas, ou tipo de pessoas predominantes no mundo. O enfoque é dado na forma como o homem, especificamente, se comporta em relação ao sexo, segundo os três modos da natureza material, a saber: Rajas, Sattva e Tamas. Ao primeiro grupo pertencem aqueles de natureza da paixão. Também, são chamados de heróis o Viras, que têm na prática do Maithuna a porta e ponte para o desenvolvimento espiritual. São chamados heróis porque atuam naquilo que é considerado o perigo, ou o fogo, para uns; junto com os cinco elementos considerados proibidos. Convivendo em meio e para com aquilo que leva a maioria à ruína, devido a natureza doentia e inferior dos que estão no modo da ignorância, o herói é tal qual um Deva, este que está no modo da bondade ou Sattva, e este não precisa da via direta de acesso. Por sua vez, aqueles que estão no modo da ignorância ou Tamas, são também chamados de Pashus, ou do rebanho. Estes seguem a via comum, inferior, agem como simples animais reprodutores, e têm no sexo apenas uma forma de prazer mundano. A mulher, no mais das vezes, na visão do Pashu Bhava, é um “mal necessário”; a origem de todo o pecado; desencaminhadora do bem. Para o Pashu Bhava, a função da mulher é unicamente de gerar filhos, e é tão inferior como um animal ou o mais baixo dos sem castas. O humor de Sattva é aquele que está com os Devas, pessoas no modo da bondade, que não precisam da via direta para ter a energia de Kundalini no alto da cabeça.

Os três tipos de pessoas no mundo, segundo os modos da natureza material, então são: Pashus, pessoas comuns, que vivem em Tamas ou na ignorância; Viras, pessoas no modo de Rajas com o devido controle da energia seminal, e os Devas, que são os retirados da via direta. Os primeiros são maioria; os do meio e os últimos são minoria. Também, convém salientar que os que estão no modo de Sattva tiveram que passar, necessariamente, pelo modo da paixão. Portanto, Lutar contra as forças inferiores de Tamas e Rajas é um processo constante do herói, porque tem em vista alcançar o elevado estado além das três qualidades. Isso quer dizer que, no devido tempo, o herói alcança o estado além dos três modos da natureza, conforme está dito no Bhagavad-gita, pelo Senhor Krishna, nos seguintes versos, dirigidos para Arjuna:

traigunya visaya veda

nistrai gunyo bhavarjuna

nirdvandvo nitya sattva stho

niryoga ksema atmavan2.45

“Os Vedas dizem respeito às três qualidades materiais ou Gunas, ó Arjuna; determina-te além delas, num equilíbrio sem dualidades, pois o teu Ser não precisa deste pensamento de proteção”

O fato de alguém estar no modo de Sattva ou bondade não significa que está realizado, ou que está acima dos outros modos. Ele deve ir além; deverá transcender os três modos na natureza material, também. Por isso, não podemos dizer que este ou aquele modo está acima de um ou de outro. Ninguém pode vangloriar-se ou achar-se que está acima dos outros, simplesmente porque está atado no mundo material ao ciclo de nascimentos e mortes. Há vários estágios, vários humores, várias formas de alguém buscar a transcendência, e isso deverá ser feito de acordo com o humor e posição espiritual de cada um. Eis, mais uma vez, a importância do Guru para poder orientar os passos do discípulo, e assim trilhar com mais facilidade o caminho.

Swami Krsnapriyananda Saraswati

Namo namo durge sukha karani

Namo namo ambe duhkha harani

Nirankara hai jyoti tumhari

Tihuun loka phaili ujiyari

Shashi lilata mukha maha vishala

Netra lala bhrikuti vikarala

Ruupa matu ko adhika suhave

Darasha karata jana ati sukha pave

Tuma sansara shakti laya kina

Palana hetu anna dhana dina

Annapuurana hui jaga pala

Tuma hi adi sundari bala

Prlayakala saba nashana hari

Tuma gauri shiva shankara pyari

Shiva yogi tumare guna gaven

Brahma vishnu tumhen nita dhyaven

Ruupa sarasvati ko tuma dhara

De subuddhi rishi munina ubara

Dharayo ruupa narasinha ko amba

Pragata bhai phada kara khamba

Raksha kari prahalada bachayo

Hiranakusha ko svarga pathayo

Lakshmi ruupa dhara jaga mahin

Shri narayana anga samahi

Kshirasindhu men karata vilasa

Daya sindhu dijai mana asa

Hingalaja men tumhin bhavani

Mahima amita na jata bakhani

Matangi aru dhuumavati mata

Bhuvaneshvari bagala sukhadata

Shri bhairava tara jaga tarini

Chhinna bhala bhava duhkha nivarini

Kehari vahana soha bhavani

Langura vira chalata agavani

Kara men khappara khadhga viraje

Jako dekha kala dara bhaje

Sohe astra aura trishuula

Jate uthata shatru hiya shuula

Nagara koti men tumhin virajata

Tihuun loka men danka bajata

Shumbha nishumbha danava tuma mare

Rakta bija shankhana sanhare

Mahishasura nripa ati abhimani

Jehi adha bhara mahi akulani

Ruupa karala kalika dhara

Sena sahita tuma tihi sanhara

Pari gadha santana para jaba jaba

Bhai sahaya matu tuma taba taba

Amarapuri aru basava loka

Taba mahima saba rahe ashoka

Jvala men hai jyoti tumhari

Tumhen sada puujen nara nari

Prema bhakti se jo yasha gave

Duhkha daridra nikata nahin ave

Dhyave tumhen jo nara mana lai

Janma marana takau chhuti jai

Jogi sura muni kahata pukari

Yoga na ho bina shakti tumhari

Shankara acharaja tapa kino

Kama aru krodha jiti saba lino

Nishidina dhyana dharo shankara ko

Kahu kala nahin sumiro tumako

Shakti ruupa ko marama na payo

Shakti gai taba mana pachhatayo

Sharanagata hui kirti bakhani

Jaya jaya jaya jagadamba bhavani

Bhai prasanna adi jagadamba

Dai shakti nahin kina vilamba

Moko mata kashta ati ghero

Tuma bina kauna hare duhkha mero

Asha trishna nipata satavai

Moha madadika saba vinashavai

Shatru nasha kijai maharani

Sumiron ikachita tumhen bhavani

Karo kripa he mata dayala

Riddhi siddhi de karahu nihala

Jaba lagi jiyau daya phala paun

Tumharo yasha main sada sunaun

Durga chalisa jo jana gave

Saba sukha bhoga paramapada pave

Devidasa sharana nija jani

Karahu kripa jagadamba bhavani


Hari Om

Namastê!

Livrinho muito bom, eu gostei muito, bem básico, porém rico em informações, ótimo para quem está começando a meditar ou quem espera evoluir em suas práticas interiores.

David Fontana – Meditação Semana a Semana – 52 Exercícios

Trata-se se uma técnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente. À medida que a mente se aquieta – e permanece desperta –  você vai se beneficiar de um estado de consciência mais profundo e tranqüilo.

1. Antes de começar, encontre um local silencioso em que não vá ser pertubado.
2. Sente-se e feche os olhos.
3. Concentre-se na respiração, mas inspire e expire normalmente. Não tente controlar ou alterar a respiração deliberadamente. Apenas observe.
4. Ao observar a respiração, vai ver que ela muda. Haverá variações na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. Não tente provocar nenhuma alteração. Novamente, apenas observe.
5. Pode ser que você se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando atenção aos ruídos externos. Se isso acontecer, desvie a atenção para a respiração.
6. Se durante a meditação você perceber que está se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar atenção na respiração.
7. Pratique esta técnica durante quinze minutos. Ao final, mantenha os olhos fechados e permaneça relaxado por dois ou três minutos. Saia do estado de meditação gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina.
Sugiro a prática da meditação atenciosa duas vezes ao dia, de manhã e no final da tarde. Se estiver irritado ou agitado, pode praticá-la por alguns minutos no meio do dia para recuperar o eixo. Na prática da meditação você vai por uma de três experiências. Mas deve resistir à tentação de avaliar a experiência ou sua capacidade de seguir as instruções, porque as três reações são “corretas”.
Você pode se sentir entediado ou inquieto, e a mente vai se encher de pensamentos. Isso significa que emoções profundas estão sendo liberadas. Se relaxar e continuar a meditar, vai eliminar essas influências do corpo e da mente.
Você pode cair no sono. Se isso acontecer durante a meditação, é sinal de que você anda precisando de mais horas de descanso.
Você pode entrar no intervalo dos pensamentos… além do som e da respiração.
Se descansar o suficiente, mantiver a boa saúde e devotar-se todos os dias à meditação, você vai conseguir um contato significativo com o self. Vai poder se comunicar com a mente cósmica, a voz que fala sem palavras e que está sempre presente nos intervalos entre um pensamento e outro. Essa é a sua inteligência superior ilimitada., seu gênio supremo e verdadeiro, que, por sua vez, reflete a sabedoria do universo. Tudo estará a seu alcance se confiar na sabedoria interior.

shiva_meditandoOm Namah Shivaya!

Om Shanti

Hare Rama Krishna!

Gente, sabe aquele prato de bolinhos que frequentemente vemos Ganesha carregando? Pois é, são Modakas, na verdade uns docinhos de arroz, que são fáceis de fazer, são uma delícia, e ainda por cima, Sri Ganesha adora e aceita de muito bom grado nos pujas – como forma de adoração!

ganesha

Quer anotar a receita? Manda ver!

Para massa você vai precisar:

2 xic. de farinha de arroz

4 xíc. água

2 colheres de sopa de óleo vegetal (eu coloco ghee)

Coloque a água pra ferver, aos poucos vai adicionando a farinha de arroz sem parar de mexer. Fogo baixo, deixe formar um creme grosso. Reserve, esperando amornar.

Para o Recheio e Cobertura:

2 colheres de sopa de ghee;

2 xic. de côco ralado;

1 xíc. de açúcar;

1/3 de xíc. de leite

2 colheres de sopa de castanhas de cajú moídas;

Coloque o ghee numa panela e frite as castanhas até elas ficarem douradas. Adicione o coco , o açúcar e continue cozinhando em fogo baixo. Adicione o leite e continue mexendo, até virar uma pasta. Deve ser usada ainda quente.

Para fazer as Bolinhas:

Pegue um pouco da massa morna, faça um pequeno disco na palma da mão, bem untada com ghee, mas cuide para que o disco da massa fique bem fino, assim, quando esfriar, você terá uma massa crocante em volta com um recheio suave por dentro. Com uma colherinha das de café, coloque um pouco do recheio e feche a bolinha, girando-a delicadamente nas suas mãos. Então, role-as pelo côco ralado e arrume-as numa bandeja. Deixe descansar por 10 a 15 minutos e ofereça ao Senhor Ganehsa.

Jay Prasada ki jay!

modaka

Esse foi um dos primeiros mantras que aprendi (valeu, Zeca!) e nunca mais esqueci, e somente depois tive a noção real da importância dele, tanto no Yoga como no Ayurveda.  Ei-lo:

Om Tryambakam yajamahe
sugandhim pushhtivardhanam
Urvarukamiva bandhanan
mrityor mukshiya maamritath
Sua tradução é:
“Adoremos o Senhor Siva (Quem possui três olhos), quem é sagrado e nutre todos os seres. Do mesmo modo como um pepino maduro se solta do ramo que está ligado tão logo amadureça, que sejamos liberados da morte (do corpo mortal), nos sendo concedido a realização da natureza imortal”.
Também conhecido como Makandeva Mantra, no Ayurveda é considerado o mantra terapêutico mais importante, pois ele protege o sádhaka da morte, estimulando a saúde e conferindo proteção. Sua finalidade, dentro das recomendações ayurvédicas, é a busca exclusiva para a libertação das garras das doenças, das limitações emocionais e intelectuais. Sua prática pode variar: pode-se praticar japamala com esse mantra diariamente (ao menos por 40 dias para que os efeitos do mantra possa surgir na sua vida; essa é uma recomendação para todas as práticas com mantras). Este mantra de Shiva também pode ser utilizado em pujas, no qual atende três metas principais:
– Para que o trabalho dos mestres seja próspero e se concretize;
– Dedicado ao despertar individual, à liberação e ao crescimento espiritual individual;
– Dedicado ao despertar individual, à libertação e ao crescimento espiritual de toda humanidade;
Interessante se dizer que este mantra também é utilizado pela astrologia e um relato fabuloso é contado no livro de Yogananda, Autobiografia de um Yogue, disponível neste site, na seção de “material para estudo”.

Hare Krishna!

Muito legal esse livrinho de Yoga para Crianças, material meio escasso no mercado, este livro fornece uma boa base! Totalmente em português (coisa rara)!

Rachel Carr – Ioga Para Crianças

Pratique Yoga!

O Tridente de Shiva, chamado em sânscrito como Trishula, é a arma de Shiva com a qual Ele destrói a ignorância dos seres humanos. As três pontas representam as três qualidades (Gunas) da matéria: Inércia (Tamas), Movimento (Rajas) e Equilíbrio (Sattva). A busca do praticante começa em buscar Sattva e termina quando transcende todas as qualidades da matéria, quando, então, se atinge Moksha, a Libertação, que é objetivo final de toda prática verdadeiramente hindu.

setembro 2009
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Hare Rama Krishna

Hari Om. Após o final da Dvápara Yuga, Sri Nárada Muní dirigiu-se pessoalmente ao Senhor Brahma, na ocasião do início da Kali Yuga -era das trevas - e perguntou-lhe: "óh! Bhagavan (mestre) como poderei na terra ser capaz de atravessar a Kali yuga?"
No que o Senhor Brahma lhe respondeu: "óh Sadhu, as Escrituras Sagradas mantém isso em segredo e oculto, e através do qual você vencerá o Samsára na Kali-Yuga; trata-se simplesmente do ato de reverenciar o nome do Senhor Primordial, Sri Narayana (Sri Krishna) através dos Santos Nomes.

O sábio Nárada mais uma vez perguntou: "Quais são esses nomes?, "no que Sri Brahma (Hyranyagarbha) respondeu-lhe: "Os Santos Nomes do Senhor, conforme dito nos Vedas, são:

Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare

Estes dezesseis nomes aniquilam os maus efeitos na Kali-Yuga, e não há meio melhores do que Eles, que possam ser vistos nos Srutis. Estes dezesseis nomes destróem a imobilidade do Jíva, rodeando-o com dezesseis raios (kalas). E tal qual a branca luz do sol dissipa as nuvens escuras, atuando como um círculo mágico protetor de todas as entidades vivas existentes, e assim desvelando o Parabrahman (o Absoluto).

Kalishantarana Upanishad

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Ganesha Shatakam Strotam – Mantra Védico para Ganesha

Narada disse:

Inclinando a cabeça, eu saúdo o Senhor removedor dos obstáculos, filho da divina Gauri; seu coração é a morada de todos seus devotos; medito, neste momento, em você, para que possam ser removidos todos os obstáculos ora no meu caminho.

Nomes de Ganesha através dos quais ele deve ser lembrado:

1 – Aquele que tem a tromba curva;

2 – Aquele que tem um dente;

3 – Aquele cujo veículo é um rato escuro;

4 – Aquele que tem a face de elefante;

5 – Aquele que tem um grande abdome;

6 – O grande;

7 – O rei dos obstáculos;

8 – Aquele que tem a cor escura;

9 – Aquele que tem a lua na testa;

10 – O removedor dos obstáculos;

11- O Senhor dos ganas, forças de Shiva;

12 – Aquele cuja forma é de elefante.

Ó Senhor, para aquelas pessoas que recitam os doze nomes três vezes ao dia (ao nascer do sol, ao meio dia e ao pôr-do-sol) que não haja medo de obstáculos e que tudo seja realizado.

Para aquele que deseja conhecimento, o conhecimento é adquirido. Para aquele que deseja riqueza, a riqueza é conquistada. Para aquele que deseja filhos, filhos serão alcançados. Para aquele que deseja libertação, os meios para ela serão encontrados.

Os versos de Ganesha devem se recitados durante seis meses, e o fruto será alcançado. Haverá sucesso no espaço de um ano, não há dúvida quanto a isso.

E tendo sido escrito, aquele que copiar os versos e distribuir a oito brahmanas conseguirá todos os conhecimentos, com as bençãos do Senhor Ganesha.

Assim, completam-se os versos encontrados no Shri Narada Purana ao Senhor Ganesha, para a destruição dos obstáculos.