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Há muito tempo atrás, li o livro famoso de Peter Kelder, intitulado “A Fonte da Juventude”. Numa historinha bem bacana, ele conta que um tal Coronel Bradford teria vivido no Tibet no início do século XX e lá, junto aos monges, descobriu o poder de 5 exercícios simples que o fez perder a barriga e escurecer os cabelos: os exercícios eram a verdadeira fonte da juventude.
É dito que os movimentos dos 5 ritos estimulam os chakras, ou vértices de energia distribuídos pelo corpo, e com isso, tonificam e equilibram todo o sistema glandular através da contração e alongamento. Melhoram, pois, o tônus muscular e desenvolvem, aos poucos, a elasticidade, lubrificam as articulações e aumentam a flexibilidade. Quando praticada diariamente, a sequência aumenta a força física e mental, criando um estado de consciência alerta e tranqüilo ao mesmo tempo. Ainda é dito que os ritos aliviam o estresse nervoso, melhora a respiração e a digestão, beneficia o sistema cardiovascular e conduz a um profundo relaxamento e bem-estar.
Que eu saiba, ainda não há comprovações científicas sobre a eficácia da técnica sobre o rejuvenescimento. Mas, analisando a cinesiologia dos exercícios é possível observar que eles atuam sobre as glândulas, o que deve promover um equilíbrio energético e, consequentemente físico e emocional. Você pode facilmente perceber os benefícios destas práticas no seu dia-a-dia, pois é muito fácil incorporar os ritos na rotina, tomando-lhe apenas alguns minutos.
O livro sugere que comecemos com a repetição de 7 vezes para cada exercício. Aumentando semanalmente, de 7 em 7 até chegar a 21 repetições.
Lá pela segunda parte do livro (que é pequenininho e dá pra ler pelo computador mesmo), Kelder ensina um sexto rito, capaz de transformar um homem num super-homem e uma mulher numa super-mulher. Os termos não são meus!! São dele mesmo! De fato ele ensina um antigo exercício de Yoga para concentrar mais energia dentro do corpo, chamado uddhyana bandha. Trata de tirar todo o ar do corpo e puxar o ventre para dentro e para cima, mantendo-se sem ar o quanto pode. ATENÇÃO, pratique com moderação, lembre-se que, como diz os Upanishads:
“Assim como os leões, elefantes e tigres são domados gradualmente, de igual maneira domina-se a respiração. De outro modo (procedendo com pressa ou empregando força excessiva), mata-se o praticante” (Sandilya Upanishad, 1)
Vou passar abaixo os links dos Ebooks dos dois livros de Kelder, para quem quiser se aprofundar.
Peço paciência aos leitores em relação aos outros link do blog: aos poucos to arrumando tudo ok!!
Obs.: Se você vai praticar sem ler as instruções do livro esteja atento com RITO 1 – gira-se em sentido horário; Em todos os demais ritos: há movimentação intensa da cabeça, pressionando e alongando a garganta. É conveniente, entretanto, ler ATENTAMENTE as instruções do livro 1.
Depois de quase dois anos sem postar nadica de nada aqui, vejo que continuo tendo a mesma frequência de visitas. Então, resolvi voltar!! Passei por uns tempos bastante atribulados, trabalhando demais na área de psico. Eis que agora retorno, mas sob um novo enfoque: A Psicologia do Yoga ou o Yoga na Psicologia?
Sempre achei que Yoga tivesse tudo a ver com Psicologia – principalmente com a psicologia corporal. Ora é só dar uma olhada no livro de exercícios de Bioenergética de Lowen e logo verá um dos primeiros exercícios: “grounding”, o famoso aterramento! Também, na psicologia corporal, é preciso começar da base, fortalecendo o primeiro chakra, trabalhando a energia nele acumulada.
Posso dizer que não gosto muito dessas separações? Psicologia corporal parece algo tão distante dos consultórios!! Como se fosse possível trabalharmos apenas a psique das pessoas! Depois de ter estudado muito os Tantras, principalmente no que conscerne o funcionamento dos chakras, passei a aplicar em setting terapêutico alguns exercícios. E tive ótimos resultados. Então, neste primeiro post quero escrever um pouco sobre a Psicologia Corporal e como o Yoga, por si só, é um sistema ótimo e muitas vezes eficiente psicologicamente falando.
A Psicologia Corporal considera o ser humano uma unidade psicossomática. Isso implica na não-separatividade das “formas de ser”: corpo, mente, espírito. Está muito de acordo com o que o termo “psicólogo” quer dizer: “médico da alma”. Para a Análise Bioenergética, os processos energéticos estão profundamente arraigados no estado de vitalidade do organismo. Isso pode não fazer muito sentido para quem está na primeira metade da vida, praticando yoga com todo o louvor e leveza que Deus lhe deu. Mas para quem sente os aprisionamentos da segunda metade da vida, após os 30 anos, sabe o que eu estou falando. O processo jamais é somente biológico. Emma Jung, falando sobre a mulher e suas qualidades espirituais, afirma que é justamente na segunda metade da vida que surge as neuroses mais profundas. Na análise bioenergética, é na segunda fase da vida que os encouraçamentos passam a surtir efeito. Eu percebo que grande quantidade de libido, de energia psíquica, é empregada para fixar os conteúdos emocionais reprimidos na musculatura, e mais energia é necessário para lá mantê-los. A queda de energia psiquica causa a de-pressão – a falta de pressão, de vitalidade no corpo humano. Assim começamos a nos atrofiar.
Por que o Yoga é perfeito como sistema psicológico? Ora porque vem a ensinar como desmanchar as couraças, fazendo o corpo vibrar novamente, trazendo profundidade nos sentimentos, espontaneidade nas ações. Acontece que muitas vezes o corpo está tão debilitado, que é impossível ter força de vontade para praticar sozinho. É nessas horas que o trabalho de um psicólogo é essencial.
Assim, como gosto muito de abrir categorias para meus posts, está aberta a categoria da Psicologia do Yoga!
Namastê!! Com desejo de que vocês estejam vibrando muito!!





