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A palavra sânscrita “tantra” tem muitos significados e sentidos. Seu emprego é amplo e diversificado. Entre os tantos significados da palavra Tantra, encontramos: “parte principal’, “teia”, “urdidura”, “enroladura”, “corda”, “modelo”, “tipo”, “sistema”, “moldura”, “doutrina”, “regra”, “teoria”, “trabalho científico”, etc. etc. Mas no nosso presente entendimento Tantra é um dos três passos necessários para o desenvolvimento espiritual, tendo em vista Moksha ou liberação do Samsara (roda de nascimentos e mortes). Isso quer dizer que o Sadhaka ou praticante deverá seguir um conjunto de sistemas ou passos que o irá levar para a liberação do Samsara, ou liberação da roda de nascimentos e mortes.
Na atual era em que estamos vivendo o tempo de vida é muito curto, de tal modo que não há muito tempo para técnicas de meditação que possam liberar numa vida. Também, técnicas que somente praticam adoração externa ou Puja externo não são eficientes. Tampouco a ação sem ter em vista o resultado ou o fruto do resultado do Karma é totalmente possível. Por isso, foi dado para a humanidade o Tantra, que é uma atividade prática e perfeitamente possível, inteiramente plausível, aqui e agora, dependente unicamente do praticante.Há três passos que fundamentam qualquer Sadhana Bhakti, a saber: Mantra, Yantra e Tantra. Todos devem iniciar com Mantra, de modo a ter uma prática regular na vocalização de um Mantra fornecido pelo Guru. A primeira forma de se aproximar ou introduzir-se na fé do Sanatana Dharma é Mantra. Este Mantra é dado pelo Guru, e deve ser seguido conforme a orientação que for dada por ele. Em seguida, o Sadhaka terá que direcionar-se para uma forma ou Saguna de Brahman. Este processo é dado num Yantra, que é a simbologia que está contida nas diversar formas e nos atributos da Deidade, seja na forma de uma imagem de barro, madeira, pedra ou metal. Também é usual a representação no símbolo, numa forma de Mandala, ou desenho que tenho significado e reúna dos atributos da Deidade e Seus passatempos ou Lilas. Por fim, no complemento da realização e do Sadhana, como o processo final de alcançar Moksa, vem Tantra.
Todo e qualquer Sadhana que não contenha os três passos será, evidentemente, um Sadhana incompleto. Por conseguinte, na não realização e execução destes passos o Sadhaka ficará parado ou estagnado num determinado momento. Estes três passos, Mantra, Yantra e Tantra, são necessários, devendo ser realizados nesta ordem ou conjuntamente. Apesar de serem passos distintos, e conterem em si determinados elementos peculiares, a ajuda de um Guru ou mestre espiritual é fundamental. Eis porque os textos sempre salientam a importância do Guru, bem como as orientações que são dadas por Ele, tendo em vista alcançar o progresso espiritual necessário. O Guru é aquele com quem confidenciamos nossa mente, não tendo nenhuma restrição para com Ele. Tudo deve ser compartilhado com o Guru, segundo o humor, tempo, lugar e circunstâncias. É por isso que se diz que quando o discípulo está pronto o Guru aparece. Do mesmo modo, quando o Guru está pronto o discípulo aparece, porque há um humor em cada Guru, que atrai um determinado conjunto e humor ou Rasa de discípulos. Está é uma característica muito peculiar no Sanatana Dharma, razão pela qual não é possivel classificar ou reunir o conjunto de práticas religiosas dos milhares de Gurus e mestres, num compêndio canônico como ocorre na Igreja Católica, por exemplo. A diversidade, a característica pessoal e dinâmica do processo de devoção, dentro de uma escola, e de acordo com o Rasa de um Guru, é a principal diferença entre uma religião estruturada e uma fé fundamentada na Filosofia prática.Por tradição do Tantra há três humores, Rasas, ou tipo de pessoas predominantes no mundo. O enfoque é dado na forma como o homem, especificamente, se comporta em relação ao sexo, segundo os três modos da natureza material, a saber: Rajas, Sattva e Tamas. Ao primeiro grupo pertencem aqueles de natureza da paixão. Também, são chamados de heróis o Viras, que têm na prática do Maithuna a porta e ponte para o desenvolvimento espiritual. São chamados heróis porque atuam naquilo que é considerado o perigo, ou o fogo, para uns; junto com os cinco elementos considerados proibidos. Convivendo em meio e para com aquilo que leva a maioria à ruína, devido a natureza doentia e inferior dos que estão no modo da ignorância, o herói é tal qual um Deva, este que está no modo da bondade ou Sattva, e este não precisa da via direta de acesso. Por sua vez, aqueles que estão no modo da ignorância ou Tamas, são também chamados de Pashus, ou do rebanho. Estes seguem a via comum, inferior, agem como simples animais reprodutores, e têm no sexo apenas uma forma de prazer mundano. A mulher, no mais das vezes, na visão do Pashu Bhava, é um “mal necessário”; a origem de todo o pecado; desencaminhadora do bem. Para o Pashu Bhava, a função da mulher é unicamente de gerar filhos, e é tão inferior como um animal ou o mais baixo dos sem castas. O humor de Sattva é aquele que está com os Devas, pessoas no modo da bondade, que não precisam da via direta para ter a energia de Kundalini no alto da cabeça.
Os três tipos de pessoas no mundo, segundo os modos da natureza material, então são: Pashus, pessoas comuns, que vivem em Tamas ou na ignorância; Viras, pessoas no modo de Rajas com o devido controle da energia seminal, e os Devas, que são os retirados da via direta. Os primeiros são maioria; os do meio e os últimos são minoria. Também, convém salientar que os que estão no modo de Sattva tiveram que passar, necessariamente, pelo modo da paixão. Portanto, Lutar contra as forças inferiores de Tamas e Rajas é um processo constante do herói, porque tem em vista alcançar o elevado estado além das três qualidades. Isso quer dizer que, no devido tempo, o herói alcança o estado além dos três modos da natureza, conforme está dito no Bhagavad-gita, pelo Senhor Krishna, nos seguintes versos, dirigidos para Arjuna:
traigunya visaya veda
nistrai gunyo bhavarjuna
nirdvandvo nitya sattva stho
niryoga ksema atmavan2.45
“Os Vedas dizem respeito às três qualidades materiais ou Gunas, ó Arjuna; determina-te além delas, num equilíbrio sem dualidades, pois o teu Ser não precisa deste pensamento de proteção”
O fato de alguém estar no modo de Sattva ou bondade não significa que está realizado, ou que está acima dos outros modos. Ele deve ir além; deverá transcender os três modos na natureza material, também. Por isso, não podemos dizer que este ou aquele modo está acima de um ou de outro. Ninguém pode vangloriar-se ou achar-se que está acima dos outros, simplesmente porque está atado no mundo material ao ciclo de nascimentos e mortes. Há vários estágios, vários humores, várias formas de alguém buscar a transcendência, e isso deverá ser feito de acordo com o humor e posição espiritual de cada um. Eis, mais uma vez, a importância do Guru para poder orientar os passos do discípulo, e assim trilhar com mais facilidade o caminho.
Swami Krsnapriyananda Saraswati
Namo namo durge sukha karani
Namo namo ambe duhkha harani
Nirankara hai jyoti tumhari
Tihuun loka phaili ujiyari
Shashi lilata mukha maha vishala
Netra lala bhrikuti vikarala
Ruupa matu ko adhika suhave
Darasha karata jana ati sukha pave
Tuma sansara shakti laya kina
Palana hetu anna dhana dina
Annapuurana hui jaga pala
Tuma hi adi sundari bala
Prlayakala saba nashana hari
Tuma gauri shiva shankara pyari
Shiva yogi tumare guna gaven
Brahma vishnu tumhen nita dhyaven
Ruupa sarasvati ko tuma dhara
De subuddhi rishi munina ubara
Dharayo ruupa narasinha ko amba
Pragata bhai phada kara khamba
Raksha kari prahalada bachayo
Hiranakusha ko svarga pathayo
Lakshmi ruupa dhara jaga mahin
Shri narayana anga samahi
Kshirasindhu men karata vilasa
Daya sindhu dijai mana asa
Hingalaja men tumhin bhavani
Mahima amita na jata bakhani
Matangi aru dhuumavati mata
Bhuvaneshvari bagala sukhadata
Shri bhairava tara jaga tarini
Chhinna bhala bhava duhkha nivarini
Kehari vahana soha bhavani
Langura vira chalata agavani
Kara men khappara khadhga viraje
Jako dekha kala dara bhaje
Sohe astra aura trishuula
Jate uthata shatru hiya shuula
Nagara koti men tumhin virajata
Tihuun loka men danka bajata
Shumbha nishumbha danava tuma mare
Rakta bija shankhana sanhare
Mahishasura nripa ati abhimani
Jehi adha bhara mahi akulani
Ruupa karala kalika dhara
Sena sahita tuma tihi sanhara
Pari gadha santana para jaba jaba
Bhai sahaya matu tuma taba taba
Amarapuri aru basava loka
Taba mahima saba rahe ashoka
Jvala men hai jyoti tumhari
Tumhen sada puujen nara nari
Prema bhakti se jo yasha gave
Duhkha daridra nikata nahin ave
Dhyave tumhen jo nara mana lai
Janma marana takau chhuti jai
Jogi sura muni kahata pukari
Yoga na ho bina shakti tumhari
Shankara acharaja tapa kino
Kama aru krodha jiti saba lino
Nishidina dhyana dharo shankara ko
Kahu kala nahin sumiro tumako
Shakti ruupa ko marama na payo
Shakti gai taba mana pachhatayo
Sharanagata hui kirti bakhani
Jaya jaya jaya jagadamba bhavani
Bhai prasanna adi jagadamba
Dai shakti nahin kina vilamba
Moko mata kashta ati ghero
Tuma bina kauna hare duhkha mero
Asha trishna nipata satavai
Moha madadika saba vinashavai
Shatru nasha kijai maharani
Sumiron ikachita tumhen bhavani
Karo kripa he mata dayala
Riddhi siddhi de karahu nihala
Jaba lagi jiyau daya phala paun
Tumharo yasha main sada sunaun
Durga chalisa jo jana gave
Saba sukha bhoga paramapada pave
Devidasa sharana nija jani
Karahu kripa jagadamba bhavani
Hari Om
Namastê!
Livrinho muito bom, eu gostei muito, bem básico, porém rico em informações, ótimo para quem está começando a meditar ou quem espera evoluir em suas práticas interiores.
Trata-se se uma técnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente. À medida que a mente se aquieta – e permanece desperta - você vai se beneficiar de um estado de consciência mais profundo e tranqüilo.
1. Antes de começar, encontre um local silencioso em que não vá ser pertubado.
2. Sente-se e feche os olhos.
3. Concentre-se na respiração, mas inspire e expire normalmente. Não tente controlar ou alterar a respiração deliberadamente. Apenas observe.
4. Ao observar a respiração, vai ver que ela muda. Haverá variações na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. Não tente provocar nenhuma alteração. Novamente, apenas observe.
5. Pode ser que você se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando atenção aos ruídos externos. Se isso acontecer, desvie a atenção para a respiração.
6. Se durante a meditação você perceber que está se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar atenção na respiração.
7. Pratique esta técnica durante quinze minutos. Ao final, mantenha os olhos fechados e permaneça relaxado por dois ou três minutos. Saia do estado de meditação gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina.
Sugiro a prática da meditação atenciosa duas vezes ao dia, de manhã e no final da tarde. Se estiver irritado ou agitado, pode praticá-la por alguns minutos no meio do dia para recuperar o eixo. Na prática da meditação você vai por uma de três experiências. Mas deve resistir à tentação de avaliar a experiência ou sua capacidade de seguir as instruções, porque as três reações são “corretas”.
Você pode se sentir entediado ou inquieto, e a mente vai se encher de pensamentos. Isso significa que emoções profundas estão sendo liberadas. Se relaxar e continuar a meditar, vai eliminar essas influências do corpo e da mente.
Você pode cair no sono. Se isso acontecer durante a meditação, é sinal de que você anda precisando de mais horas de descanso.
Você pode entrar no intervalo dos pensamentos… além do som e da respiração.
Se descansar o suficiente, mantiver a boa saúde e devotar-se todos os dias à meditação, você vai conseguir um contato significativo com o self. Vai poder se comunicar com a mente cósmica, a voz que fala sem palavras e que está sempre presente nos intervalos entre um pensamento e outro. Essa é a sua inteligência superior ilimitada., seu gênio supremo e verdadeiro, que, por sua vez, reflete a sabedoria do universo. Tudo estará a seu alcance se confiar na sabedoria interior.
Om Shanti
Hare Rama Krishna!
Hoje venho em especial postar um material que demorei muito para conseguir, do Antônio Blay. Graças a visão dos nossos vizinhos argentinos, uruguaios e até bolivianos e peruanos, temos um amplo material para estudo e conhecimento via internet, logo, todos os livros estão em espanhol.
Se você conhece o livro de Blay “Fundamentos e Técnicas do Hatha Yoga”, já sabe o que esperar dessas outras obras. ..
Clique aqui para baixar “Personalidad y niveles superiores de consciencia“
Clique aqui para baixar “Trabajo interior – Tecnicas de Meditacion“
Clique aqui para baixar “Yoga Integral“
Namastê!
Hare Rama Krishna!
Gente, sabe aquele prato de bolinhos que frequentemente vemos Ganesha carregando? Pois é, são Modakas, na verdade uns docinhos de arroz, que são fáceis de fazer, são uma delícia, e ainda por cima, Sri Ganesha adora e aceita de muito bom grado nos pujas – como forma de adoração!

Quer anotar a receita? Manda ver!
Para massa você vai precisar:
2 xic. de farinha de arroz
4 xíc. água
2 colheres de sopa de óleo vegetal (eu coloco ghee)
Coloque a água pra ferver, aos poucos vai adicionando a farinha de arroz sem parar de mexer. Fogo baixo, deixe formar um creme grosso. Reserve, esperando amornar.
Para o Recheio e Cobertura:
2 colheres de sopa de ghee;
2 xic. de côco ralado;
1 xíc. de açúcar;
1/3 de xíc. de leite
2 colheres de sopa de castanhas de cajú moídas;
Coloque o ghee numa panela e frite as castanhas até elas ficarem douradas. Adicione o coco , o açúcar e continue cozinhando em fogo baixo. Adicione o leite e continue mexendo, até virar uma pasta. Deve ser usada ainda quente.
Para fazer as Bolinhas:
Pegue um pouco da massa morna, faça um pequeno disco na palma da mão, bem untada com ghee, mas cuide para que o disco da massa fique bem fino, assim, quando esfriar, você terá uma massa crocante em volta com um recheio suave por dentro. Com uma colherinha das de café, coloque um pouco do recheio e feche a bolinha, girando-a delicadamente nas suas mãos. Então, role-as pelo côco ralado e arrume-as numa bandeja. Deixe descansar por 10 a 15 minutos e ofereça ao Senhor Ganehsa.
Jay Prasada ki jay!

Esse foi um dos primeiros mantras que aprendi (valeu, Zeca!) e nunca mais esqueci, e somente depois tive a noção real da importância dele, tanto no Yoga como no Ayurveda. Ei-lo:
Hare Krishna!
Muito legal esse livrinho de Yoga para Crianças, material meio escasso no mercado, este livro fornece uma boa base! Totalmente em português (coisa rara)!
Clique aqui para baixar!







