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Continuando a série sobre grandes mestres, falaremos hoje sobre Swami Satyananda, o qual posso considerar como meu Guru Siksha, já que Ele foi iniciado por Swami Sivananda no Dasanami Sampradáya (ordem discipular).

Satyananda nasceu em 1923 nos pés dos Himalaias, sendo abençoado por muitos santos e saddhus que ali passavam em direção ao cume das montanhas. Aos 19 anos, Satyananda deixou seu lar familiar para encontrar seu guia espiritual, Swami Sivananda, com quem passou 12 anos seguindo fielmente suas instruções. Atingindo a Iluminação espiritual, Satyananda pôde compreender a Verdade e desde então tornou-se uma autoridade em Yoga, Tantra, Kundalini, Vedanta e Sámkhya.
Depois deste tempo ao lado de Swami Sivananda, Satyananda peregrinou pela mãe Índia, como de costume dos grandes yogis. Por onde passou, buscou aperfeiçoar suas técnicas, afim de acabar com o sofrimento da humanidade. Em 1963, fundou a International Yoga Fellowship Movement e também a Bihar School of Yoga. Em 1968, fez sua primeira viagem ao ocidente para divulgar seus conhecimentos, inspirando ashrams do mundo todo. Em 1983, Satyananda nomeu Swami Nirajanananda como presidente da Bihar Sacool of Yoga, e em 1984 fundou a Sivananda Math, uma instituição que auxilia familias indianas necessitadas, e também o Yoga Research Foundation, instituição voltada para pesquisas científicas na área do Yoga.
Em 1988, Satyananda se recluiu para os locais de peregrinação, recebeu uma ordem espiritual para se estabelecer em Rikhya, onde vive até os dias de hoje, num estilo de vida de Paramansa, ajudando a Humanidade com sua consciência cósmica.
Tenho comigo três pérolas de Swami Satyananda. Yoganidra, o único que está em português, Swami Satyananda explica em detalhes essa prática introduzida no Yoga por ele (sim, sim, sim, e muito possivelmente, a maior parte dos professores de yoga não sabem isso). Outro livro, um clássico: Asana, Pranayama, Mudra, Bandha, em espanhol, onde o Swami ensina as principais técnicas utilizadas no yoga; E o livro Kundalini Tantra, em inglês, o maior tratado que já conheci sobre o sistema de chakras. Swami Satyananda ainda possui outras publicações. Em breve, postarei alguns de seus conhecimentos aqui.
Hari Om

Swami Satyananda

Utthita significa estendido, esticado. Trikona é um triângulo. Este ásana de pé é o triângulo estendido, uma das posturas básicas para se fazer em pé.
Modo de fazer:
- Inicie em Tadásana.
- inspirando, abra as pernas, afastando-as cerca de 1 a 1,50 metro. Erga os braços até a altura dos ombros, com as palmas viradas para baixo, paralelos ao chão.
- gire o pé direito 90° para a direita. Gire o pé esquerdo levemente para a direita, mantendo a perna esquerda contraída na parte de dentro e no joelho.
- expire, vire o tronco para a direita e apóie a mão no chão, procurando formar um ângulo reto em relação ao braço. O ideal é que a mão direita pouse completamente no chão.
- estique o braço esquerdo para cima, alinhando-o com o ombro direito, e estenda o tronco. A parte posterior das pernas, o tórax e as cadeiras devem estar alinhados. Olhe para o polegar da mão esquerda que está esticada. Firme o joelho direito, contraindo a rótula, e mantenha o joelho direito alinhado com os artelhos.
- fique nesta posição de 30 a 60 segundos, respirando profunda e regularmente. A seguir, erga a palda direita do chão. Inspire e retorne a posição de n.º 2.
- gire o pé esquerdo 90° para a esquerda, gire o pé esquerdo levemente para a esquerda, mantenha ambos os joelhos firmes e continue, da posição 2 à posição 6, revertendo todo o processo. Inspire e volte a posição 2. mantenha a postura durante o mesmo tempo para o lado esquerdo.
- expire e salte, voltando à Tadásana
CHECANDO O ALINHAMENTO
Eleve os arcos dos pés, mantendo os dedos ativos.
O pé de trás fica num ângulo de 90 a 65 graus em relação ao pé da frente.
Mantenha as pernas ativas, colocando mais peso na perna de trás.
Sinta as espirais ascendentes da energia, desde os arcos dos pés até as virilhas, em ambas as pernas.
Perceba a rotação externa da crista ilíaca de cima.
Rotacione a parte interna da coxa para fora, para não forçar o joelho.
Mantenha o cóccix apontando para o calcanhar do pé de trás.
Faça uddiyana bandha e respire, expandindo lateralmente as costelas.
Mantenha espaço entre os ombros e a base do pescoço.
Gire os ombros para trás, em direção às escápulas.
Sinta o espaço entre os ombros e o pescoço.
Perceba se existe espaço entre as cristas ilíacas e as axilas, especialmente no flanco que fica para baixo.
Para girar corretamente e com segurança o pescoço, faça isto:
a) com a cabeça em posição vertical, estenda bem a pele da nuca;
b) traga o queixo levemente em direção ao esterno;
c) rotacione o pescoço, mantendo o alinhamento das vertebras cervicais com o resto da coluna. Isso vale igualmente para todas as torções.
Tome consciência da circulação da energia vital, desde as plantas dos pés até o alto da cabeça.
EFEITOS:
Este ásana tonifica os músculos das pernas, elimina a rigidez das pernas e quadris, corrige quaisquer deformidades menores das pernas e permite que elas se desenvolvam corretamente. Alivia dores nas costas e torcicolos, reforça os tornozelos e desenvolve o tórax.
YOGATERAPIA
a) Trabalho Físico
Ação articular: semiabdução dos braços; extensão dos cotovelos e punhos; flexão do quadril; extensão fixa dos joelhos; rotação ligeira da coluna cervical, torácica e lombar;
Ação muscular: pernas e coxas – quadríceps, adutores, ísquios femorais, glúteo médio e pequeno, tensor da fáscia-lata. Tronco – grande peitoral, iliopsoas, reto abdominal, grande dorsal, quadrado dos lombos. Braços – tríceps, radiais, extensores dos dedos. Pescoço – esterno cleido-mastóideo. Espáduas – deltóide anterior e médio.
Órgãos: baço, fígado, rins, pulmões, coração, glândulas tireóides.
b) Trabalho terapêutico
Melhora a respiração pela abertura torácica. Beneficia muito o fígado pela compressão e descompressão deste órgão. Previne algumas deformações da coluna como lordose, cifose e escoliose, sendo uma terapia de apoio nestes casos. Acalma o sistema nervoso. Indicado para casos de taquicardia. Ativa os movimentos peristálticos do intestino, acabando com a prisão de ventre. Acalma as dores da região lombar. Aconselhado para hipertensos.
c) Contra-indicações
Deformações da coluna como a lordose muito pronunciada. Hérnia de disco, problemas articulares como artrose do quadril e artrite.
Obs.: no caso de escoliose acentuada, executar a postura somente do lado oposto à curvatura. Em casos mais suaves, trabalhar assimétricamente, isto é, na proporção de duas vezes para o lado oposto à curvatura e uma vez para o lado da escoliose.
d) Trabalho estético: afina a cintura e fortalece a musculatura das pernas. Elimina a gordura e a celulite nos quadris.
PSICOLOGIA DE TADÁSANA
Este exercício representa a trindade (trimurti) hindu: Brahma, Vishnu e Mahadeva (Shiva). Por sua vez, estes três deuses simbolizam o aspecto tripartito da existência: evolução, manutenção e dissolução. Trikonasana simboliza a estrutura da existência material: o ciclo de nascimento, vida e morte, e os poderes de criação, manutenção e destruição da vida. Esses são os três lados do triângulo. O exercício representa igualmente as três forças que trabalham no nossa existência: jati, a herança cultural, a vida que estamos vivendo agora e o karma potencial que as nossas ações presentes estão gerando.
Na prática de asana, na medida em que a consciência se expande, aprendemos a identificar os momentos em que começamos a sair do estado de equilíbrio, e assim adquirimos a qualidade de corrigir o rumo antes que o desequilíbrio se manifeste. O mesmo vale para a vida.
TERAPÊUTICA
Indicado nos casos de estresse, ciática, ansiedade, osteoporose, alivia sintomas da menopausa e dores nas costas especialmente no segundo trimestre de gravidez, ajuda na infertilidade, pés planos, dores no pescoço.
CUIDADOS
A pratica de utthita trikonásana requer cuidados quando o praticante está com diarréia ou dores de cabeça. Para os cardíacos, a prática deve ser feita contra uma parede, preferencialmente variando a posição do braço estendido, que deve ficar dobrado, com a mão na cintura. Hipertensos devem manter o olhar para o pé, a cabeça para o lado contrário em que figura a postura. Nos casos de quaisquer problemas no pescoço, manter a cabeça para frente, alinhada com o pescoço.
INDICAÇÕES TÂNTRICAS
A postura Utthita Trikonasana é indicada, no Dakshina Tantra, para o trabalho de desenvolvimento da lateralidade (esquerda e direita), buscando o equilíbrio das características femininas e masculinas da personalidade. Energiza o Muladhara chacra e o Svadhisthana chacra. Com o Muladhara corretamente energizado, a pessoa apresenta um sentido prático da vida, senso de administração, pés no chão, idéias fecundas e bem definidas, bom discernimento espiritual, facilidade de falar, habilidade e organização. Este chacra energiza os membros inferiores e a musculatura do diafragma pélvico, músculos enervados pelo plexo sacral.
O Svadhisthana relaciona-se às características de valor, coragem, segurança, energia vital e consciência do mundo. Abrange toda a estrutura do baixo ventre e da cintura pélvica (órgãos genitais, aparelho urinário e ampola retal). No campo somático, energiza quase todos os músculos da bacia, pois este chakra é responsável pela revitalização do plexo lombar. Também atua na falta de flexibilidade ou flacidez dos músculos adutores e flexores das coxas.
Para os que possuem o Svadhisthana hiperenergizado, a postura combate personalidade agressiva, tendência à autodestruição e comportamento possessivo. No caso de hipoenergizacão deste chacra, ajuda nas disfunções do aparelho urinário, nos distúrbios das funções vegetativas, hormonais ou imunológicas.
Em termos da sexualidade, combate o erotismo excessivo e fantasioso. No plano amoroso, atua contra o impulso sexual dos que querem exercer um domínio efetivo sobre o ser amado.
Veja uma vídeo-aula de como fazer o Trikonásana, mas leve em consideração tudo o que falamos até aqui também!
Puja, ou adoração, trata-se de uma série de rituais realizado nos altares das famílias ou nos templos consagrados, podendo ser sofisticados ou simples. Quando ele é simples adoração de Deus, ele consiste na reunião das pessoas para o canto de musicas devocionais, acompanhado de instrumentos musicais, bem como para escutar sobre a filosofia e discurso dos Puranas, e para distribuir prashada, ou alimento sagrado no final da sessão. Um Kirtana é um misto de cantos, ato de contar histórias e oferecer adoração a deidade com flores e vários tipos de alimentos.

Puja em casa
Puja, o ritual de adoração é muito mais sacramental quando feito com longos upaharas, ou serviços que são realizados na adoração da deidade. Diversos templos tradicionais decidem o número de upacharas para serem realizados, mas, quase em todos os lugares da Índia há uma certa base que constitui a adoração. Entre eles está Prabodha, ou o despertar da deidade; Snana, a cerimônia de banho da deidade, Avahana, convocação da deidade; Arcaka, ou as boas vindas; Pradaskhina, a circum-ambulação; Naivedya, oferenda de alimento; Aarti, a lâmpada de adoração; Prarthana, a prece e Visarjana, a despedida.
Nestes Upacharas básicos, a deidade é desperta com música e hinos de louvor. O Nirmalya, ou as flores e folhas que foram usadas cedo, são descartadas e o santuário é limpo. A cerimônia de banho é feita para um pequeno ídolo representativo, usando materiais aromáticos como o açafrão e o sândalo. Então a deidade é vestida com paramentos novos, e são decoradas com ornamentos. Depois, a deidade é convidada pelo toque de sinos e pelo sopro do búzio.
A partir de então, a deidade recebe as boas vindas mediante o presente de guirlandas, oferecendo-se um assento e ofertando-se água para lavar Seus pés e para depois aspergir nos rituais.
Puja é uma oferta com a mente concentrada e os sentidos energizados para honrar a Deus. O Puja inclui a recepção e um convite para Deus como sendo nosso convidado de honra em nossa casa. Para realizar a adoração, vários vasos tradicionais são utilizados nas casas e templos Hindus. Eles são feitos de metais preciosos, cobre ou latão. Seus formatos, apesar de ser o mesmo ao redor de toda a Índia, variam de forma marginal, de região para região. Os itens utilizados para a adoração são:
Samai
É uma lamparina de óleo amplamente adornada com flores numa tigela. A lamparina possui vários canais onde são colocados os dip, os pavios de algodão embebido em ghee. Há um suporte para sustentar a lamparina para evitar que pingue. Os tipos de Samai diferem de região para região. Dip-Lakshmi, a lâmpada da deusa está associada com a prosperidade.
Arati
é arranjado numa bandeja de metal circular, com cinco lâmpadas de ghi,
chamadas de nirañjanas, dispostas ao redor e untadas com ghi ou óleo. Quando acesas estas lâmpadas são usadas em movimentos circulares, da esquerda para a direita, diante da deidade enquanto são realizados sons ou cantos devocionais. Aarti é um ato de veneração e amor. Eles são feitos para as crianças nos dias dos seus aniversários, para um casal recém casado, ou como sinal de boas vindas para os convidados, e para os membros da família em ocasiões especiais.
Achamani
É uma pequena colher utilizada para banhar os ícones. Há uma pequena tigela ligada ao seu cabo, usualmente no formato de um capelo de serpentes.
Pañchapatri
É como um pequeno tambor no qual é colocado água ou leite e é usado como achamani. Ele é decorado com vários motivos, em cobre ou prata. Tanto o panchapatri como o achamani podem ser feitos de prata.
Gantha
É uma sineta feita de metal, cobre ou prata, e é usada durante os rituais, ou
enquanto é cantado os aartis (adoração à deidade). Os sinos são considerados sagrados na cultura indiana. Eles são de vários desenhos e estilos, e de diferentes metais, incluindo os de cinco metais, chamados de pañchaloha. Encontram-se muitos sinos na Índia, nos templos e igrejas antigos, e eles tocam pela manhã e ao anoitecer, para celebrar um elo entre o homem e a divindade.
Kalash

É um pote cheio com um coco e adornado com folhas de manga, sendo uma representação popular Deus.
Tamhan

É um pote cheio com um coco e adornado com folhas de manga, sendo uma representação popular Deus.
Shankh

É uma grande concha que é adorada como um símbolo de Vishnu. Ela é assoprada em rituais para acalmar Deus.
Pañcamrita
(cinco néctares) é usado nos rituais de banho das deidades, sendo feito de uma mistura em partes iguais de água, leite, iogurte, açúcar, mel e ghi. Frutas frescas e secas, ou alimentos cozidos, são oferecidos para Deus, sendo conhecidos com o nome de Naivedya e quando são distribuídos aos devotos são chamados de Prashada (restos do Senhor). A água sagrada é distribuída como puja, é chamada de tirth.
Phull
Cada deidade tem a sua flor favorita. Nos rituais, as flores são escolhidas pelos suas cores, flagrância e beleza. A folhas de várias árvores e plantas, as quais são consideradas sagradas, são utilizadas. Guirlandas são feitas em inumeráveis desenhos e feitios, decorando as portas das casas ou dos templos nos dias de festival.

Narayani Puja
Dhup
Essências aromáticas, varetinhas de incenso ou agarbattis, cânfora, pasta de sândalo e açafrão são extensivamente usados na adoração, e são oferecidos, também, para criar uma atmosfera agradável.
Outros materiais de puja – pós coloridos como o kumkum (cúrcuma vermelho
forte), haldi (turmeric), sindur (ocre), abir e gulal são utilizados para untar as deidades. Arroz sagrado ou akshata, é feito pela mistura de arroz, kumkum e um pouco de água. Cocos, folhas de betel e nozes são oferecidas, tanto para Deus como para honrar convidados em festivais de adoração. Rañgoli é predeterminadamente desenhado num padrão de cores e desenhos para pujas específicos, e sua arte segue princípios matemáticos complexos.
Prasada
Entre os alimentos oferecidos para Deus encontra-se uma grande variedade de frutas secas, açúcar e arroz descascado. Cada um dos alimentos é igualmente aprazível para Deus, como tudo oferecido a divindade origina-se do Seu poder criativo. Todos os alimentos eventualmente são chamados prashada ou bênção. Seguindo-se a isso vem a circum-ambulação, ou caminhada ao redor da deidade com as mãos postas, então se oferecendo alimento e água perfumada suavemente, tudo isso meio a aromas de flores e incenso. O alimento assim oferecido é mais tarde distribuído para os devotos como prashada, e crê-se que neles há grande poder de bênçãos. Aarti, e o acompanhamento de prarthana formam um pedido coletivo para a deidade conferir saúde, riqueza e sabedoria. Os rituais de adoração terminam quando a deidade despede-se pelo canto de mantras.
Várias Adorações na Índia

Arati para Durga

Arati no Rio Ganges

Abisheka Hanuman
Fonte do artigo: www.hinduismo.prg.br
Niranja ou Deepa é o algodão que, ateado fogo, forma a chama do arati, o oferecimento do fogo para a Deidade. Não pude explicar isso muito bem no tópico o Puja e como houve a solicitação, estou explicando melhor.
É muito simples: pegue um pedaço de algodão e faça uma bolinha com ele. Em seguida, puxe um “pavio”, uma pontinha mais fina, para atear o fogo. Mergulhe o chumaço no ghee ainda líquido e pronto, está pronto para usar.
Geralmente eu faço este processo uma única vez por mês, em quantidade suficiente para os pujas diários. Costumo usar 5 deepas por dia. Em dias que faço Agni Hotra, uso bem mais, então faço muitos e deixo guardado numa vasilha de plástico com tampa, perto do altar.
Outra coisa bem legal de se fazer: para meditação ou mesmo práticas de yoga, deixe um vasilhame cheio de ghee (que agora você sabe fazer!) e mergulhe um pedaço de algodão maior, deixando um pavio para fora, porém, untado com ghee e ascenda durante suas práticas espirituais. A chama é considerada a presença de Deus.

Afim de exemplificar melhor todos os procedimentos para fazer adequadamente o Puja (ritual de adoração védico), hoje vou ensinar a fazer o ghee – ou manteiga clarificada.
O ghee é muito fácil de fazer, o que vai tomar mais é tempo. Você vai precisar de 1 a 5 kg de manteiga sem sal, uma panela de fundo grosso e paciência. Quanto à panela: melhor se for de ferro ou inox; descarte completamente as de alumínio (pois intoxica o ghee com o alumínio). Podem ainda ser usadas panelas de vidro; a que eu faço, é de barro. Vamos às fases:
1. Coloque a manteiga na panela, deixe no fogo bem baixo.

2. Deixe no fogo bem baixo, para a manteiga não queimar. Logo vai começar a sair uma espuma branca e alguns resíduos, que você vai tirando com uma colher.

3. O seu ghee vai estar bom quando tiver uma aparência parecido com esta:
4. Depois disso, você deve apenas coá-lo e colocar num recepiente fechado. Como eu moro em Curitiba, deixo o ghee fora da geladeira, mas se você mora em regiões quentes, melhor é guardar da geladeira.
Esta é a aparência final do ghee:
Obs.: Só coe o ghee e transfira-lo para outro recepiente quando estiver morno. Cuidado ao manusear.
O ghee é muito utilizado nos rituais védicos, seja para untar algodão para fazer os niranja s, ou mesmo nos agni hotras védicos. Ah o ghee é delicioso para cozinhar, experimente..!
Namastê
Hari OM




