Considerada a “Bíblia” hindu, a Bhagavad Gita é o shastra principal que rege as nossas vidas, o modelo arquetípico perfeito para a condução de um ideal de vida elevado.

A versão que eu sigo é de Ramananda Prasad, meu Guru Siksha, que é não sectária, puro deleite para nosso intelecto. Logo em breve vou disponibilizar um curso introdutório dos primeiros capítulos, conforme me guiou Swami Krishnapriyananda. Por hoje, ficamos com a introdução da Gita de Ramananda Prasad.

INTRODUÇÃO

O Gita é uma doutrina sobre a verdade universal. Sua mensagem é universal, sublime e não-sectária, embora ele seja uma parte da trindade escritural do Sanathana Dharma, normalmente conhecido como Hinduísmo. O Gita é muito fácil de ser entendido em qualquer linguagem para uma mente madura. Uma leitura repetida com fé irá revelar todas as idéias sublimes que ele contém. Poucos são os aspectos abstrusos, intercalados aqui e ali, mas estes não possuem influência no problema prático do tema central do Gira. O Gita trata da mais sagrada ciência metafísica. Ele transmite o conhecimento do Ser e responde a duas questões universais: Quem sou eu, e como eu posso conduzir uma vida pacífica e feliz neste mundo de dualidades. Ele é um livro de Yoga, de crescimento moral e espiritual, para a humanidade baseado nos princípios cardeais da religião Hindu.

A mensagem do Gita chegou até a humanidade por causa da má vontade de Arjuna, para cumprir para com o seu dever de guerreiro, uma vez que luta envolve destruição e morte. Não violência ou Ahimsa é o mais fundamental dos princípios do Hinduísmo. Toda a vida, humana ou não humana, são sagradas. Este imortal discurso entre o Senhor Supremo, Krishna, e Seu devoto, Arjuna, ocorreu não num templo, numa floresta reclusa, ou no alto de uma montanha, mas num campo de batalha, nas vésperas da guerra, e está escrito no grande épico Mahaabharata. No Gita, o Senhor Krishna avisa Arjuna para erguer-se e lutar. Isto, provavelmente, gera um mal-entendido do princípio do Ahimsa, se o fundo da guerra do Mahabharata não estiver na mente. Portanto, uma breve descrição histórica está em ordem.

Nos tempos antigos houve um rei com dois filhos, Dhritarashtra e Pandu. O mais velho nasceu cego, portanto, Pandu herdou o reino. Pandu teve cinco filhos. Eles foram chamados de Pandavas. Dhritarashtra teve cem filhos. Eles eram chamados de Kauravas. Duryodhana foi o primogênito dos Kauravas.

Após a morte do rei Pandu, os Pandavas tornaram-se os reis de direito. Duryodhana foi uma pessoa muito ciumenta. Ele também queria o reino. O reino foi dividido em duas metades entre os Pandavas e os Kauravas. Duryodhana não ficou satisfeito com a sua parte do reino. Ele queria o reino inteiro para si próprio. Ele, de modo mal sucedido, planejou vários crimes para matar os Pandavas e pegar o reino deles. Ilegalmente ele apoderou-se do reino inteiro dos Pandavas e recusou-se a devolver mesmo um acre da terra sem a guerra. Toda a mediação feita pelo Senhor Krishna, e pelos outros, falharam. A grande guerra do Mahaabharata foi assim inevitável. Os Pandavas foram participantes que não queriam a guerra. Eles tiveram apenas duas escolhas: lutar pelo seus direitos conforme a matéria da responsabilidade, ou fugir da guerra e aceitar a derrota em nome da paz e da não violência. Arjuna, um dos cinco irmãos Pandavas, encarou o dilema no meio do campo de batalha para lutar ou fugir da guerra pela segurança da paz.

O dilema de Arjuna é, na realidade, um dilema universal. Cada ser humano encara dilemas, grandes ou pequenos, em suas vidas diárias, quando realiza a suas obrigações. O dilema de Arjuna foi o mais importante de todos. Ele tinha que fazer uma escolha entre lutar a guerra e matar seus mais reverenciados gurus, seus mais queridos amigos, parentes próximos, e muitos guerreiros inocentes, ou fugir do campo de batalhas com o objetivo de preservar a paz e a não-violência. Os setecentos versos, inteiros, do Gita tratam de um discurso entre o Senhor Krishna e o confuso Arjuna, no campo de batalhas de Kurukshetra, local próximo a Nova Delhi, na Índia, cerca de 3.100 anos a.n.e. Este discurso foi narrado para o sábio rei Dhritarashtra pelo seu cocheiro Sanjaya, como uma testemunha ocular da guerra.
O objetivo principal do Gita é ajudar as pessoas  lutando na escuridão da ignorância  a cruzarem o oceano da reencarnação (nascimentos e mortes repetidas), para atingirem a costa espiritual da liberação enquanto viventes e atuantes na sociedade.

O ensinamento central do Gita é a obtenção da liberdade ou da alegria, pelo cativeiro da ação da vida de cada um. Sempre se lembrem da glória e da grandeza do criador e da ação eficiente de seus deveres, sem estar apegados ou afetados pelos seus resultados, mesmo que a obrigação demande, de vez em quando, na violência inevitável. Algumas pessoas negligenciam ou desistem de suas responsabilidades na vida pela segurança de uma vida espiritual enquanto outras desculpam-se a si mesmos de uma pratica espiritual porque elas crêem que ela não possuem tempo. A mensagem do Senhor é para purificar todo o processo da vida em si mesma. Não importa o que uma pessoa faz ou pensa deverá realizar pensando na glória e na satisfação do Criador. Nenhum esforço ou custo é necessário para este processo. Faça as suas obrigações como um serviço para o Senhor e humanidade, e veja um único Deus em tudo, num estado de espírito. É  necessário purificar o corpo, a mente e o intelecto, para conquistar um estado de espírito, disciplina pessoal, austeridade, penitência, boa conduta, serviço desapegado, práticas yóguicas, meditação, adoração, oração, rituais, e estudo das escrituras, assim como a companhia de pessoa santas, peregrinação, canto dos santos nomes do Senhor, e  auto-inquirição. Através do intelecto purificado deve-se estudar para abandonar a luxúria, a ira, a avareza, e estabelecer o controle sobre os seis sentidos (audição, tato, visão, gustação, olfato e mente). Deve-se sempre lembrar de que todos os trabalhos são feitos pela energia da natureza, e que ele o ela não são os agentes mas apenas um instrumento. Deve-se aspirar o máximo de excelência em todas as tarefas, mas mantendo-se a equanimidade no sucesso ou no fracasso, no ganho ou na perda, na dor ou no prazer.

A ignorância do conhecimento metafísico é para a humanidade um grande predicamento. Uma escritura, sendo a voz da transcendência, não pode ser traduzida. A linguagem é incapaz e as traduções são defeituosas para claramente transmitir o conhecimento do Absoluto. E nesta tradução, uma tentativa foi feita para manter o estilo mais próximo possível para a poesia original do Sânscrito, e com isso tornar fácil a leitura e o entendimento. Uma tentativa há sido feita para aprimorar a claridade pela adição de palavras ou frases, entre parênteses, na tradução dos versos. Um glossário e índice há sido incluído. Cento e trinta e três (133) versos chaves estão impressos em negrito para a comodidade dos iniciantes.  Nós sugerimos a todos os nossos leitores para refletirem, contemplarem, e agirem de acordo com estes versos. Os principiantes e os ocupados executivos poderão primeiro ler e entender o significado destes versos chaves antes de se aprofundarem no profundo oceano do conhecimento transcendental do Gita.

De acordo com as escrituras, não tem pecado, horrível que seja, que possa comover aquele que lê, pondera e pratica os ensinamentos do Gita; por mais que a água atinja a pétala do lótus (isso porque o lótus está por sobre o lodo; mesmo assim é belo e gracioso). O Senhor em Si mesmo, reside onde o Gita está, é lido, cantado ou ensinado. O Gita é conhecimento Supremo, e o som personificado do Eterno e Absoluto. Aquele que o lê, pondera, e pratica os ensinamentos do Gita com fé e devoção irá obter Moksha (ou Nirvana), pela graça de Deus.

Este livro é dedicado para todos os gurus de quem as bênçãos, graça e ensinamentos são inestimáveis. Ele é oferecido ao grande guru, Senhor Krishna, com amor e devoção. Que o Senhor aceite-o, e abençoe aqueles que repetidamente lerem-no com paz, felicidade, e o verdadeiro conhecimento do Ser.

OM TAT SAT


OM

Gente, o mínimo que se pode dizer sobre Satya Sai Baba é que ele é polêmico! Eu acho ele na dele, rs, mas confesso que a devoção do Prof. Hermogenes, figura a qual tenho imensa simpatia e muito apreço pelos ensinamentos (sim, ele é um Mestre!), me fez, no mínimo, curiosa quanto ao Sai Baba. Dentre minhas procuras na internet, achei essa Cartilha que dá uma noção muito bacana de como é a vida devocional, os estudos e a fé de seus seguidores. Se você está procurando um grupo para se afiliar e aprofundar suas experiências, pesquise sobre Sai Baba. Esta cartilha vai ser importante, como foi para mim.

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Hari Om.

Livro de Sivananda, de distribuição gratuita. Ás vezes um trechinho vale mais que inúmeras descrições. Aí vai:

“Sem ética você não pode ter nenhum progresso no caminho espiritual. A ética é a fundação do Yoga, a pedra angular do Vedanta e o poderoso pilar em que o edifício do Bhakti Yoga repousa.”

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Fique com meu carinho…

Om Shanti

Existe muitos tipos de Astrologia, se é que podemos falar em “tipos”; esta ciência ancestral, cuja origem se perde na história de tantas antigas civilizações, se ramificou e se adaptou às culturas e hábitos de seus povos de forma bastante peculiar. Quando estudamos um tipo de Astrologia, estudamos também a visão de uma civilização antiga, arcaica, cheia de mistérios envolventes, que embriaga e hipnotiza nossa mente mística.

Mesmo na Índia, berço da civilização humana, onde a Astrologia encontra sua origem ainda mais antiga (cerca de 5 ou 6 mil anos antes de Cristo, época em que foi surgiu o Rig Veda, o texto mais antigo da humanidade, que já oferecia muitas informações astrológicas), esta ciência encontrou suas diferenças entre um sistema e outro, entre um mestre e outro, já que nesta civilização todo conhecimento é passado sistematicamente de Guru  (Mestre) para discípulo, e essa sucessão, chamada em sânscrito Parampara, segue assim até os dias de hoje.

 

Conta uma lenda antiga que em alguma biblioteca nos confins da Índia Antiga encontram-se papiros feitos de folha de bananeira com a descrição da vida de todas as pessoas que existiram e que ainda irão existir. Nestes papiros estão dados como o nome de sua mãe, seu pai, sua profissão e até sua digital. Você pode imaginar o tamanho que seria esta biblioteca?

Você pode pensar que isso é somente uma lenda, mas não é. De fato existe um tipo de Astrologia, cujo sistema é chamado Nadí, em que o astrólogo recolhe, juntamente com seus dados, sua impressão digital, para assim achar seu papiro. É claro que o número de charlatões nesta área é ainda maior, e é bem provável que você ache um desses do que um mestre verdadeiro. Mas enfim, informações como esta alimenta em nós o desejo profundo de sabermos mais sobre nós mesmos, e ainda, de saber o que nos é destinado nessa vida. A Astrologia Védica, entretanto, nos proporciona este conhecimento. Sua Carta ou Mapa Natal nada mais é que o mapa da sua alma, aquilo que você veio colher nesta vida. Não estou afirmando, com isso, que toda nossa vida é fatídica e que tudo já “está escrito nas estrelas”, mas sim que temos uma grande probabilidade de experimentar o que está descrito no nosso mapa natal.

Na Índia Antiga, os brahmanes que liam as estrelas eram considerados conselheiros do governo, pois sabiam ao certo que decisão tomar para que dessem bons frutos – ou seja, para que alguém não se desviasse do seu Dharma ou missão de vida. Também, tão logo uma criança nascia, os mesmos brahmanes eram então chamados para falar do futuro dessa criança, e isso fazia-se não somente para preparar os pais para o futuro sofrimento, mas bem como para remediar caso houvesse alguma previsão de infelicidade. Unindo nossa vontade com a vontade do Criador, surgem os “remédios astrológicos”, que vão desde o uso de pedras, sementes de Rudrakshas, canto de mantras até sacrifícios planetários, conhecidos pelo nome sânscrito Agni Hotra. Mais recentemente, podemos observar o uso de florais da nossa rica mata sendo utilizados para sanar deficiências causadas pelos maus posicionamentos de planetas e seus aspectos nefastos.

Dessa forma, ainda que você não receba apenas boas notícias em relação ao seu Karma, sempre existirá um meio pelo qual você poderá se adequar à vontade do Criador amenizando seu sofrimento.

Talvez esta carta mereça aqui um parêntese para que eu possa lhe explicar que a vontade do Criador não é trazer sofrimento, mas pelo contrário; A astrologia baseia-se na crença da reencarnação, assim sendo, colhemos nesta vida os frutos de outras existências e é por isso que devemos passar por determinadas situações nesta vida. Vendo o sofrimento do ser humano, o Senhor Shiva, que é um deus muito empático e caridoso conosco, chorou, e suas lágrimas se transformaram em Rudrakshas (Rudra: Shiva; Akshas: lágrimas), cada uma com um número de linhas exato e de consonância com os planetas. Já foi provado cientificamente a atuação das Rudrakshas sobre os batimentos cardíacos e as ondas cerebrais, mas mesmo antes disso, já se acreditava que as Rudrakshas detinham o poder de amenizar os raios maléficos dos planetas mau colocados, e com estes objetivos é que são utilizadas.

Quando você faz a leitura do seu mapa védico, possivelmente seria os mesmos escritos que você encontraria nos papiros daquela imensa biblioteca “da vida de todos os seres humanos”.

Por fim, tenho que ao menos mencionar sobre as muitas diferenças entre a astrologia ocidental e a astrologia védica. Não há espaço aqui para mencionar todas as diferenças, mas porquanto basta saber que há uma diferença técnica de 23  graus em relação à astrologia ocidental ou tropical, pelo motivo da precessão de equinócios, o que não é levado em consideração pela astrologia ocidental. Por isso, possivelmente você se verá em outros signos na astrologia védica. Nesta astrologia o planeta Sol não é o mais importante, como na astrologia tropical. Por isso, na Índia é muito mais comum perguntar em que constelação (nakshatra) você nasceu ao invés de perguntar qual é seu signo. Na astrologia védica o Sol somente lhe falará sobre seu ego, ou o tipo de sua alma (forma). O Ascendente e a Lua são muito mais importantes, bem como as suas constelações, como já dito. Ainda assim, uma astrologia não anula a outra, pois falam de coisas diferentes, uma mais relacionada com aspectos psicológicos e outra mais sobre considerações kármicas.

 

Desejos sinceros de profunda paz em seu coração. Espero que as informações aqui desveladas lhe sejam úteis em diversos sentidos. Em qualquer caso de dúvida, não hesite em me procurar.

santipriyagopi@yahoo.com.br

 

Hari Om

 

Shantipriya Gopi Devi (Sheila Drumond)

 

Obs.: Carta ao Consulente do Mapa Astral Védico (contém outras informações que foram suprimidas)

 

IGS Internacional comemora 25 anos de fundação! Milhares de Bhagavad-gitas – em 10 línguas – são distribuidos ao redor do mundo. Em linguagem não sectária, a IGS promove o Bhagavad-gita há 25 anos!

O fundador e nosso Acharya Sua Santidade Sri Ramananda Prasad, aos 90 anos de idade, pretente, com muito esforço, juntar devotos e simpatizantes para comemorar o jubileu da International Gita Society no próximo festival de Kubhamela na Índia. Eu queroooo!!!

Visite o site da IGS no ano de seu jubleu:

www.gita-society.com

www.gita.ddns.com.br (IGS Brasil)

“Mas grandes almas, Ó Arjuna, que possuem as qualidades divinas, conhecem-Me como o imutável – como sendo a causa material e eficiente da criação – e, simplesmente, Me adoram com amor e devoção.”

Bhagavad Gita 9:13

Om namo bhagavate Vasudevaya!

Omm

A Arte da Meditação é um livro introdutório sobre a Meditação e seus beneficios. Acompanha o CD com vários tipos de meditação descritos no ebook.

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Arquivo compactado WinRar.

shiva India

A palavra sânscrita “tantra” tem muitos significados e sentidos. Seu emprego é amplo e diversificado. Entre os tantos significados da palavra Tantra, encontramos: “parte principal’, “teia”, “urdidura”, “enroladura”, “corda”, “modelo”, “tipo”, “sistema”, “moldura”, “doutrina”, “regra”, “teoria”, “trabalho científico”, etc. etc. Mas no nosso presente entendimento Tantra é um dos três passos necessários para o desenvolvimento espiritual, tendo em vista Moksha ou liberação do Samsara (roda de nascimentos e mortes). Isso quer dizer que o Sadhaka ou praticante deverá seguir um conjunto de sistemas ou passos que o irá levar para a liberação do Samsara, ou liberação da roda de nascimentos e mortes.

Na atual era em que estamos vivendo o tempo de vida é muito curto, de tal modo que não há muito tempo para técnicas de meditação que possam liberar numa vida. Também, técnicas que somente praticam adoração externa ou Puja externo não são eficientes. Tampouco a ação sem ter em vista o resultado ou o fruto do resultado do Karma é totalmente possível. Por isso, foi dado para a humanidade o Tantra, que é uma atividade prática e perfeitamente possível, inteiramente plausível, aqui e agora, dependente unicamente do praticante.Há três passos que fundamentam qualquer Sadhana Bhakti, a saber: Mantra, Yantra e Tantra. Todos devem iniciar com Mantra, de modo a ter uma prática regular na vocalização de um Mantra fornecido pelo Guru. A primeira forma de se aproximar ou introduzir-se na fé do Sanatana Dharma é Mantra. Este Mantra é dado pelo Guru, e deve ser seguido conforme a orientação que for dada por ele. Em seguida, o Sadhaka terá que direcionar-se para uma forma ou Saguna de Brahman. Este processo é dado num Yantra, que é a simbologia que está contida nas diversar formas e nos atributos da Deidade, seja na forma de uma imagem de barro, madeira, pedra ou metal. Também é usual a representação no símbolo, numa forma de Mandala, ou desenho que tenho significado e reúna dos atributos da Deidade e Seus passatempos ou Lilas. Por fim, no complemento da realização e do Sadhana, como o processo final de alcançar Moksa, vem Tantra.

Todo e qualquer Sadhana que não contenha os três passos será, evidentemente, um Sadhana incompleto. Por conseguinte, na não realização e execução destes passos o Sadhaka ficará parado ou estagnado num determinado momento. Estes três passos, Mantra, Yantra e Tantra, são necessários, devendo ser realizados nesta ordem ou conjuntamente. Apesar de serem passos distintos, e conterem em si determinados elementos peculiares, a ajuda de um Guru ou mestre espiritual é fundamental. Eis porque os textos sempre salientam a importância do Guru, bem como as orientações que são dadas por Ele, tendo em vista alcançar o progresso espiritual necessário. O Guru é aquele com quem confidenciamos nossa mente, não tendo nenhuma restrição para com Ele. Tudo deve ser compartilhado com o Guru, segundo o humor, tempo, lugar e circunstâncias. É por isso que se diz que quando o discípulo está pronto o Guru aparece. Do mesmo modo, quando o Guru está pronto o discípulo aparece, porque há um humor em cada Guru, que atrai um determinado conjunto e humor ou Rasa de discípulos. Está é uma característica muito peculiar no Sanatana Dharma, razão pela qual não é possivel classificar ou reunir o conjunto de práticas religiosas dos milhares de Gurus e mestres, num compêndio canônico como ocorre na Igreja Católica, por exemplo. A diversidade, a característica pessoal e dinâmica do processo de devoção, dentro de uma escola, e de acordo com o Rasa de um Guru, é a principal diferença entre uma religião estruturada e uma fé fundamentada na Filosofia prática.Por tradição do Tantra há três humores, Rasas, ou tipo de pessoas predominantes no mundo. O enfoque é dado na forma como o homem, especificamente, se comporta em relação ao sexo, segundo os três modos da natureza material, a saber: Rajas, Sattva e Tamas. Ao primeiro grupo pertencem aqueles de natureza da paixão. Também, são chamados de heróis o Viras, que têm na prática do Maithuna a porta e ponte para o desenvolvimento espiritual. São chamados heróis porque atuam naquilo que é considerado o perigo, ou o fogo, para uns; junto com os cinco elementos considerados proibidos. Convivendo em meio e para com aquilo que leva a maioria à ruína, devido a natureza doentia e inferior dos que estão no modo da ignorância, o herói é tal qual um Deva, este que está no modo da bondade ou Sattva, e este não precisa da via direta de acesso. Por sua vez, aqueles que estão no modo da ignorância ou Tamas, são também chamados de Pashus, ou do rebanho. Estes seguem a via comum, inferior, agem como simples animais reprodutores, e têm no sexo apenas uma forma de prazer mundano. A mulher, no mais das vezes, na visão do Pashu Bhava, é um “mal necessário”; a origem de todo o pecado; desencaminhadora do bem. Para o Pashu Bhava, a função da mulher é unicamente de gerar filhos, e é tão inferior como um animal ou o mais baixo dos sem castas. O humor de Sattva é aquele que está com os Devas, pessoas no modo da bondade, que não precisam da via direta para ter a energia de Kundalini no alto da cabeça.

Os três tipos de pessoas no mundo, segundo os modos da natureza material, então são: Pashus, pessoas comuns, que vivem em Tamas ou na ignorância; Viras, pessoas no modo de Rajas com o devido controle da energia seminal, e os Devas, que são os retirados da via direta. Os primeiros são maioria; os do meio e os últimos são minoria. Também, convém salientar que os que estão no modo de Sattva tiveram que passar, necessariamente, pelo modo da paixão. Portanto, Lutar contra as forças inferiores de Tamas e Rajas é um processo constante do herói, porque tem em vista alcançar o elevado estado além das três qualidades. Isso quer dizer que, no devido tempo, o herói alcança o estado além dos três modos da natureza, conforme está dito no Bhagavad-gita, pelo Senhor Krishna, nos seguintes versos, dirigidos para Arjuna:

traigunya visaya veda

nistrai gunyo bhavarjuna

nirdvandvo nitya sattva stho

niryoga ksema atmavan2.45

“Os Vedas dizem respeito às três qualidades materiais ou Gunas, ó Arjuna; determina-te além delas, num equilíbrio sem dualidades, pois o teu Ser não precisa deste pensamento de proteção”

O fato de alguém estar no modo de Sattva ou bondade não significa que está realizado, ou que está acima dos outros modos. Ele deve ir além; deverá transcender os três modos na natureza material, também. Por isso, não podemos dizer que este ou aquele modo está acima de um ou de outro. Ninguém pode vangloriar-se ou achar-se que está acima dos outros, simplesmente porque está atado no mundo material ao ciclo de nascimentos e mortes. Há vários estágios, vários humores, várias formas de alguém buscar a transcendência, e isso deverá ser feito de acordo com o humor e posição espiritual de cada um. Eis, mais uma vez, a importância do Guru para poder orientar os passos do discípulo, e assim trilhar com mais facilidade o caminho.

Swami Krsnapriyananda Saraswati

Namo namo durge sukha karani

Namo namo ambe duhkha harani

Nirankara hai jyoti tumhari

Tihuun loka phaili ujiyari

Shashi lilata mukha maha vishala

Netra lala bhrikuti vikarala

Ruupa matu ko adhika suhave

Darasha karata jana ati sukha pave

Tuma sansara shakti laya kina

Palana hetu anna dhana dina

Annapuurana hui jaga pala

Tuma hi adi sundari bala

Prlayakala saba nashana hari

Tuma gauri shiva shankara pyari

Shiva yogi tumare guna gaven

Brahma vishnu tumhen nita dhyaven

Ruupa sarasvati ko tuma dhara

De subuddhi rishi munina ubara

Dharayo ruupa narasinha ko amba

Pragata bhai phada kara khamba

Raksha kari prahalada bachayo

Hiranakusha ko svarga pathayo

Lakshmi ruupa dhara jaga mahin

Shri narayana anga samahi

Kshirasindhu men karata vilasa

Daya sindhu dijai mana asa

Hingalaja men tumhin bhavani

Mahima amita na jata bakhani

Matangi aru dhuumavati mata

Bhuvaneshvari bagala sukhadata

Shri bhairava tara jaga tarini

Chhinna bhala bhava duhkha nivarini

Kehari vahana soha bhavani

Langura vira chalata agavani

Kara men khappara khadhga viraje

Jako dekha kala dara bhaje

Sohe astra aura trishuula

Jate uthata shatru hiya shuula

Nagara koti men tumhin virajata

Tihuun loka men danka bajata

Shumbha nishumbha danava tuma mare

Rakta bija shankhana sanhare

Mahishasura nripa ati abhimani

Jehi adha bhara mahi akulani

Ruupa karala kalika dhara

Sena sahita tuma tihi sanhara

Pari gadha santana para jaba jaba

Bhai sahaya matu tuma taba taba

Amarapuri aru basava loka

Taba mahima saba rahe ashoka

Jvala men hai jyoti tumhari

Tumhen sada puujen nara nari

Prema bhakti se jo yasha gave

Duhkha daridra nikata nahin ave

Dhyave tumhen jo nara mana lai

Janma marana takau chhuti jai

Jogi sura muni kahata pukari

Yoga na ho bina shakti tumhari

Shankara acharaja tapa kino

Kama aru krodha jiti saba lino

Nishidina dhyana dharo shankara ko

Kahu kala nahin sumiro tumako

Shakti ruupa ko marama na payo

Shakti gai taba mana pachhatayo

Sharanagata hui kirti bakhani

Jaya jaya jaya jagadamba bhavani

Bhai prasanna adi jagadamba

Dai shakti nahin kina vilamba

Moko mata kashta ati ghero

Tuma bina kauna hare duhkha mero

Asha trishna nipata satavai

Moha madadika saba vinashavai

Shatru nasha kijai maharani

Sumiron ikachita tumhen bhavani

Karo kripa he mata dayala

Riddhi siddhi de karahu nihala

Jaba lagi jiyau daya phala paun

Tumharo yasha main sada sunaun

Durga chalisa jo jana gave

Saba sukha bhoga paramapada pave

Devidasa sharana nija jani

Karahu kripa jagadamba bhavani


Hari Om

Namastê!

Livrinho muito bom, eu gostei muito, bem básico, porém rico em informações, ótimo para quem está começando a meditar ou quem espera evoluir em suas práticas interiores.

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Trata-se se uma técnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente. À medida que a mente se aquieta – e permanece desperta -  você vai se beneficiar de um estado de consciência mais profundo e tranqüilo.

1. Antes de começar, encontre um local silencioso em que não vá ser pertubado.
2. Sente-se e feche os olhos.
3. Concentre-se na respiração, mas inspire e expire normalmente. Não tente controlar ou alterar a respiração deliberadamente. Apenas observe.
4. Ao observar a respiração, vai ver que ela muda. Haverá variações na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. Não tente provocar nenhuma alteração. Novamente, apenas observe.
5. Pode ser que você se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando atenção aos ruídos externos. Se isso acontecer, desvie a atenção para a respiração.
6. Se durante a meditação você perceber que está se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar atenção na respiração.
7. Pratique esta técnica durante quinze minutos. Ao final, mantenha os olhos fechados e permaneça relaxado por dois ou três minutos. Saia do estado de meditação gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina.
Sugiro a prática da meditação atenciosa duas vezes ao dia, de manhã e no final da tarde. Se estiver irritado ou agitado, pode praticá-la por alguns minutos no meio do dia para recuperar o eixo. Na prática da meditação você vai por uma de três experiências. Mas deve resistir à tentação de avaliar a experiência ou sua capacidade de seguir as instruções, porque as três reações são “corretas”.
Você pode se sentir entediado ou inquieto, e a mente vai se encher de pensamentos. Isso significa que emoções profundas estão sendo liberadas. Se relaxar e continuar a meditar, vai eliminar essas influências do corpo e da mente.
Você pode cair no sono. Se isso acontecer durante a meditação, é sinal de que você anda precisando de mais horas de descanso.
Você pode entrar no intervalo dos pensamentos… além do som e da respiração.
Se descansar o suficiente, mantiver a boa saúde e devotar-se todos os dias à meditação, você vai conseguir um contato significativo com o self. Vai poder se comunicar com a mente cósmica, a voz que fala sem palavras e que está sempre presente nos intervalos entre um pensamento e outro. Essa é a sua inteligência superior ilimitada., seu gênio supremo e verdadeiro, que, por sua vez, reflete a sabedoria do universo. Tudo estará a seu alcance se confiar na sabedoria interior.

shiva_meditandoOm Namah Shivaya!

Om Shanti

Pratique Yoga!

O Tridente de Shiva, chamado em sânscrito como Trishula, é a arma de Shiva com a qual Ele destrói a ignorância dos seres humanos. As três pontas representam as três qualidades (Gunas) da matéria: Inércia (Tamas), Movimento (Rajas) e Equilíbrio (Sattva). A busca do praticante começa em buscar Sattva e termina quando transcende todas as qualidades da matéria, quando, então, se atinge Moksha, a Libertação, que é objetivo final de toda prática verdadeiramente hindu.

 

janeiro 2012
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Hare Rama Krishna

Hari Om. Após o final da Dvápara Yuga, Sri Nárada Muní dirigiu-se pessoalmente ao Senhor Brahma, na ocasião do início da Kali Yuga -era das trevas - e perguntou-lhe: "óh! Bhagavan (mestre) como poderei na terra ser capaz de atravessar a Kali yuga?"
No que o Senhor Brahma lhe respondeu: "óh Sadhu, as Escrituras Sagradas mantém isso em segredo e oculto, e através do qual você vencerá o Samsára na Kali-Yuga; trata-se simplesmente do ato de reverenciar o nome do Senhor Primordial, Sri Narayana (Sri Krishna) através dos Santos Nomes.

O sábio Nárada mais uma vez perguntou: "Quais são esses nomes?, "no que Sri Brahma (Hyranyagarbha) respondeu-lhe: "Os Santos Nomes do Senhor, conforme dito nos Vedas, são:

Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare

Estes dezesseis nomes aniquilam os maus efeitos na Kali-Yuga, e não há meio melhores do que Eles, que possam ser vistos nos Srutis. Estes dezesseis nomes destróem a imobilidade do Jíva, rodeando-o com dezesseis raios (kalas). E tal qual a branca luz do sol dissipa as nuvens escuras, atuando como um círculo mágico protetor de todas as entidades vivas existentes, e assim desvelando o Parabrahman (o Absoluto).

Kalishantarana Upanishad

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Ganesha Shatakam Strotam – Mantra Védico para Ganesha

Narada disse:

Inclinando a cabeça, eu saúdo o Senhor removedor dos obstáculos, filho da divina Gauri; seu coração é a morada de todos seus devotos; medito, neste momento, em você, para que possam ser removidos todos os obstáculos ora no meu caminho.

Nomes de Ganesha através dos quais ele deve ser lembrado:

1 – Aquele que tem a tromba curva;

2 – Aquele que tem um dente;

3 – Aquele cujo veículo é um rato escuro;

4 – Aquele que tem a face de elefante;

5 – Aquele que tem um grande abdome;

6 – O grande;

7 – O rei dos obstáculos;

8 – Aquele que tem a cor escura;

9 – Aquele que tem a lua na testa;

10 – O removedor dos obstáculos;

11- O Senhor dos ganas, forças de Shiva;

12 – Aquele cuja forma é de elefante.

Ó Senhor, para aquelas pessoas que recitam os doze nomes três vezes ao dia (ao nascer do sol, ao meio dia e ao pôr-do-sol) que não haja medo de obstáculos e que tudo seja realizado.

Para aquele que deseja conhecimento, o conhecimento é adquirido. Para aquele que deseja riqueza, a riqueza é conquistada. Para aquele que deseja filhos, filhos serão alcançados. Para aquele que deseja libertação, os meios para ela serão encontrados.

Os versos de Ganesha devem se recitados durante seis meses, e o fruto será alcançado. Haverá sucesso no espaço de um ano, não há dúvida quanto a isso.

E tendo sido escrito, aquele que copiar os versos e distribuir a oito brahmanas conseguirá todos os conhecimentos, com as bençãos do Senhor Ganesha.

Assim, completam-se os versos encontrados no Shri Narada Purana ao Senhor Ganesha, para a destruição dos obstáculos.

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